Prémio Inovação NOS

Portugal podia ser “um grande laboratório de testes para o mundo”

Carlos Oliveira
Carlos Oliveira

Carlos Oliveira diz que devia haver leis que permitissem testar em ambientes reais novas tecnologias e conceitos, como os drones.

Quem aposta mais na inovação? Grandes empresas, multinacionais, pequenas empresas?
A inovação é transversal a todos os setores e a empresas de todas as dimensões. Muitas vezes é fomentada em estruturas mais pequenas, como as startups, porque estas são mais ágeis e não estão sujeitas aos mesmos processos burocráticos e complexos das grandes empresas. Por outro lado, as grandes empresas têm algo que muitas vezes falta às startups: capital. A solução para as grandes empresas inovarem passa por fazerem aquisições de startups ou criarem projetos em parceria com as startups.

Quais as medidas que poderiam ser implementadas?
A tónica depende muito mais da abertura do mercado e da capacidade das empresas em fazerem as apostas certas, numa perspetiva de médio prazo. Ainda assim, do ponto de vista legislativo, iniciativas que permitam testar em ambientes reais novas tecnologias e conceitos, ou legislação que facilite o uso de drones em ambientes reais, poderá colocar-nos como um grande laboratório de testes para o mundo e com isso atrair mais empresas e mais inovação. Além disso, a inovação para ser estimulada precisa de uma estratégia global que una o setor público ao setor privado. O Estado deve trabalhar com pequenas empresas inovadoras e promover a sua criação. Por outro lado, se queremos criar uma cultura de inovação nas nossas organizações é fundamental apostarmos no nosso capital humano e na captação de talento. Temos universidades reputadas, mas a quantidade de talento é manifestamente insuficiente para colmatar as necessidades das empresas do futuro.

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