Portugal tem mais 24% de potência licenciada do que instalada para produção renovável

O total da potência instalada renovável atingiu 10.344 MW, no final de janeiro, existindo mais 24 % desta capacidade já licenciada, de acordo com a Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

De acordo com as estatísticas da DGEG, o acréscimo de capacidade instalada para produção de energia elétrica, a partir de fontes renováveis (FER), em janeiro em relação ao mês anterior, “deve-se apenas à tecnologia fotovoltaica no regime de microprodução”.

Até janeiro, tinham sido licenciados 12.786 MW de instalações eletroprodutoras a partir de FER, o que permite aumentar em mais 24 por cento do que a potência instalada atualmente, numa altura em que o Governo admite suspender, até 2020, o licenciamento de potência adicional a partir de fontes de energia renováveis.

De acordo com o Plano de Apoio às Energias Renováveis (PNAER), divulgado na semana passada, que se encontra em consulta pública, “as medidas de eletricidade que impliquem o licenciamento de potência adicional a partir de fontes de energia renováveis poderão ser suspensas”.

No Parlamento, o secretário de Estado da Energia, Artur Trindade, reiterou na passada sexta-feira que existe capacidade instalada suficiente para fazer face às necessidades atuais do país.

“Neste momento, não temos problema de incapacidade do sistema que leve a apressar essas obras”, afirmou o governante na Comissão de Economia e Obras Públicas, quando questionado sobre o atraso na execução do Plano Nacional de Barragens.

Segundo as estatísticas da DGEG, a produção de energia elétrica, a partir de FER, registou uma quebra acentuada de 60 por cento, em janeiro de 2012, em relação ao período homólogo, o que se deve “fundamentalmente, à sua componente hídrica, que decresceu 78 por cento”, resultado da seca prolongada que assolou o país.

A produção eólica, para o mesmo período, decresceu 29 por cento.

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