capital de risco

Portugal Ventures prepara a saída do capital de 10 empresas até ao fim do ano

Rita Marques é a quarta presidente da administração da Portugal Ventures. (Leonel de Castro/Global Imagens)
Rita Marques é a quarta presidente da administração da Portugal Ventures. (Leonel de Castro/Global Imagens)

A capital de risco admite realizar mais 3 investimentos este ano. E devem ser divulgados “5 novos investimentos em breve”, em startups de turismo.

A Portugal Ventures, sociedade pública de capital de risco, investiu nove milhões de euros, em 14 startups, nos primeiros seis meses deste ano. E não prevê ficar por aqui.

Fundada em 2012 fruto da fusão de três sociedades de capital de risco – AICEP Capital, InovCapital e Turismo Capital -, a Portugal Ventures tem atualmente uma carteira de investimentos avaliada na casa dos 200 milhões de euros e o seu portefólio conta com cerca de 90 empresas de várias áreas de atividade. O futuro a curto-médio prazo passa por novos investimentos mas também pela saída do capital de algumas empresas – os chamados exit -, algo que, pelo menos em alguns casos, estará associado a questões regulatórias, e que pode permitir a geração de novo capital para futuros investimentos.

Rita Marques, CEO da Portugal Ventures, ao Dinheiro Vivo não esconde que a capital de risco vai continuar a apostar numa “estratégia de captação de dealflow através das suas calls para empreendedores com projetos inovadores e com ambição global”. Para perseguir este objetivo, a capital de risco prevê lançar novas calls, que vão permitir aos empreendedores candidatarem-se a financiamento.

“Para além das calls já lançadas e ainda ativas – Mínimo Produto Viável e Turismo -, a Portugal Ventures pretende continuar a mitigar falhas de mercado, dinamizando calls temáticas – Economia do mar, Economia Circular e Energia, e Tecnologia aplicada à Agricultura, em parceria com entidades da economia que atuam nestes verticais. Estamos ainda a trabalhar para lançar uma call orientada à transferência de tecnologia e financiamento à Propriedade Industrial, com tickets [montantes de financiamento] mais baixos, e outra call para financiar projetos que se integrem nos Polos de Competitividade”, diz por escrito.

A capital de risco está ainda a trabalhar no lançamento de “uma call orientada à captação de startups promovidas também pela diáspora nacional”, e estima que possa investir em, pelo menos, três projetos até ao fim de 2019. “A prioridade continua, também, a passar pelo desinvestimento, completando o ciclo da atividade de capital de risco, que se conclui com exits”.

A líder da Portugal Ventures acrescenta que “sobre o desinvestimento, estamos a trabalhar ativamente nas estratégias de exit com, pelo menos, 10% do portefólio, estando perspetivado o exit [saída do capital da empresa] de, pelo menos, 10 empresas” até ao final deste ano.

Aposta no turismo

A atividade turística em Portugal tem crescido nos últimos anos, sendo acompanhada por um aumento do número de empresas neste setor. Algumas destas empresas são startups e contam com investimento de capital de risco e da Portugal Ventures. A capital de risco pública tem, em parceria com o Turismo de Portugal, estado inclusivamente a trabalhar na promoção da “inovação e do uso da tecnologia na cadeia de valor do turismo apoiando o desenvolvimento de novas ideias de negócio”.

“Para o efeito, temos estado a trabalhar, por exemplo, com todos os promotores de projetos acelerados nos programas de aceleração dinamizados pelo Turismo de Portugal, esperando-se a divulgação de, pelo menos, cinco novos investimentos em breve, muitos já materializados de resto”, acrescentou.

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