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Portugal/Angola. Ambiente de confiança e esperança dominou fórum

Visita de Estado a Portugal, do presidente da República de Angola João Lourenço.
No Fórum Económico. Portugal Angola na Alfândega do Porto
António Costa, João Lourenço.
(Pedro Correia/Global Imagens)
Visita de Estado a Portugal, do presidente da República de Angola João Lourenço. No Fórum Económico. Portugal Angola na Alfândega do Porto António Costa, João Lourenço. (Pedro Correia/Global Imagens)

Angola vai lançar novos concursos públicos, licenças para redes móveis, iniciar a a privatização de parte da Angola Telecom, entre outras iniciativas

Foi num ambiente marcado pela confiança em Portugal e pela esperança no crescimento da economia angolana que os cerca de 800 empresários dos dois países ouviram as palavras do primeiro-ministro António Costa, e do Presidente de Angola, João Lourenço, no encerramento do Fórum Económico Portugal/Angola, que decorreu na Alfândega do Porto. À chegada ao seminário, ambos os governantes foram recebidos com uma forte ovação.

António Costa fez questão em reafirmar “mensagens fundamentais” à plateia. Confiança foi a primeira. “As relações políticas [entre os dois países] encontram-se ao melhor nível”, disse. “Até setembro, triplicou o volume das dívidas certificadas, um sinal de confiança para as empresas portuguesas das autoridades angolanas de cumprimento das obrigações”, frisou hoje no encerramento do fórum cujo tema central foi “Por uma parceria estratégica”.

A segunda mensagem que António Costa deixou é que Angola está a fazer grandes apostas e o apelo de cooperação aos empresários portugueses “não é só para o grande capital intensivo” é “um apelo muito direto aos pequenos e médios empresários para serem parceiros na diversificação da economia angolana”.

Sublinhando a presença de “mais de 800 empresas – não me lembro de um seminário com a dimensão deste” -, António Costa passou a palavra “ao grande amigo de Portugal e grande parceiro”, João Lourenço.

Um convite

O presidente de Angola frisou a “a grande importância deste encontro”, “que pode ajudar ao importante papel de reforço da cooperação económica”. Como adiantou, Angola tem “imensas riquezas por explorar e vastas oportunidades de negócio”. Por isso, “reiteramos o nosso convite para o reforço do investimento direto em Angola”, disse João Lourenço.

O governante angolano não deseja que o relacionamento entre os dois países se limite ao comércio, mas em parcerias, que possam “gerar mais empregos e superar as enormes carências”. João Lourenço apontou a construção, os serviços, a agricultura, as pescas, a indústria e o turismo como áreas em que gostaria de ver os empresários portugueses a investir em Angola. “Exorto a classe empresarial portuguesa a orientar os investimentos preferencialmente para estas áreas”, afirmou.

E recordou: Angola vai lançar concursos públicos para a ferrovia, para a gestão do novo aeroporto de Luanda, haverá novas licenças para as redes móveis, a privatização de parte da Angola Telecom e há estudos em curso para a privatização em setores como o petrolífero, banca e seguros.

João Lourenço apelou também a que as empresas portuguesas passem a produzir em Angola o que agora exportam como produto acabado. E terminou reforçando o convite para que as empresas portuguesas se interessem pelo mercado angolano: “Sejam bem-vindos!”

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