Portuguesa Bold fatura 22 milhões em 2017 e cresce 22%

Pelo segundo ano a BOLD integra a lista do Financial Times das 1000 empresas europeias com maior crescimento.

A tecnológica portuguesa Bold, fundada em 2009, registou um crescimento de 22% em 2017, face ao ano anterior, com um volume de negócios de 22 milhões de euros (em 2016 foi de 15 milhões de euros). No ano passado, foram contratados 70 novos colaboradores que se juntaram aos 500 que já faziam parte da empresa.

O CEO e sócio-fundador e o COO da Bold, Bruno Mota e Hugo Fonseca, apresentaram esta quinta-feira, dia 12, os resultados de 2017 e explicaram um novo plano estratégico, no qual traçam objetivos até 2020. Nos próximos 2 anos, a empresa portuguesa pretende contratar mais 100 colaboradores por cada ano, atingindo os 800 neste prazo. O crescimento internacional está também no radar da empresa.

"O segredo do nosso crescimento são as pessoas, essa é uma das nossas preocupações, tentamos atrair os melhores para estarem connosco no dia-a-dia. E preocupamo-nos em ter os melhores projetos e os melhores clientes do nosso lado", explica o sócio fundador e CEO da BOLD, Bruno Mota, em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Atualmente, a empresa especialista em serviços de consultadoria, tecnologias da informação e telecomunicações tem escritórios em Lisboa, no Porto, em Aveiro e em São Paulo, no Brasil. Bruno Mota admitiu a expansão, no próximo ano, para a Europa, num dos países do Benelux, Suíça ou Reino Unido.

A tecnológica portuguesa que conquistou o ranking do Financial Times

Nas Torres Fernão Magalhães, em Lisboa, estão os vários departamentos da tecnológica. À entrada do 9º piso não restam dúvidas a quem atravessa as portas. O nome da empresa enfeita o chão com letras 3D que saltam à vista assim que se entra. À esquerda está uma zona destinada à realidade virtual, onde estão montados vários dispositivos e as mais recentes novidades criadas pela Bold.

No chão está iluminada uma mensagem de parabéns ao colaborador que hoje faz anos. Há também um plasma que entretém quem espera na receção, que reproduz vídeos de vários momentos de lazer da equipa, como um team building. Noites animadas de dança e diversão entre os colaboradores e a direção repetem-se em loop e denunciam a política da empresa.

"Há oito anos e meio quando começámos tínhamos ambição mas não sabíamos o que viria aí. Começámos num período de crise, todas as pessoas estavam muito negativas", recorda Bruno Mota. Em 2009, dois jovens engenheiros portugueses com uma visão bem definida começaram a bater às portas de quem os pudesse ajudar.

"No início íamos ter com um cliente e dizíamos que o nosso nome era Bold International e quando nos perguntavam o porquê, respondíamos que era uma visão. Não sabíamos com o é que isso ia acontecer", relata o engenheiro.

Oito anos e meio depois, a visão já chegou a 570 colaboradores, centenas de clientes nacionais e internacionais e a 6 centros de competências: a Carbon, unidade especializada no mobile, a Diamond, que atua na área de marketing digital, a Techsensys, para a Internet das coisas, a Collide para os videojogos e narrativas interativas, o Neos para infraestruturas e administração de sistemas e o Outfit para soluções em plataforma low-code Outsystems.

Pelo segundo ano a BOLD foi distinguida pelo Finacial Times como uma das empresas europeias com maior crescimento, tendo registado 206% de crescimento da receita entre 2013 e 2016 e criado 136 novos postos de trabalho no mesmo intervalo de tempo. A empresa ocupa o 752º lugar no ranking das 1000 empresas que compõe a lista. "Esta distinção é o fruto do trabalho desenvolvido por toda a equipa e deixa-nos cheios de orgulho", comenta o sócio fundador.

Para os próximos 8 anos, a visão está definida. "Queremos ser a melhor empresa de tecnologia em Portugal, não temos de ser a maior, se formos, melhor, é para isso que estamos a trabalhar todos os dias", conclui Bruno Mota.

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