Telecomunicações

Portuguesa lidera estratégia 5G de operadores da América do Norte

( EPA/MIKE NELSON)
( EPA/MIKE NELSON)

Ana Tavares lidera a região da América do Norte a partir do escritório da GSMA em Atlanta, nos EUA. A associação reúne 750 operadoras móveis.

A próxima geração de rede móvel, a 5G, a Internet das Coisas e a gestão de identidade via smartphone são os focos da associação GSMA, que reúne 750 operadores móveis de todo o mundo e tem na América do Norte a liderança da portuguesa Ana Tavares Lattibeaudiere.

Segundo disse à Lusa a responsável, à margem do Mobile World Congress Americas (MWC) em Los Angeles, “o 5G domina quase toda a narrativa neste momento”, sendo que o primeiro serviço residencial será lançado pela Verizon Wireless dentro de duas semanas.

“Os operadores americanos estão a tentar inovar cada vez mais”, referiu Ana Tavares, que é responsável pela gestão dos relacionamentos entre cerca de 100 operadores e pelo cumprimento da estratégia da GSMA nos Estados Unidos, Canadá e Caraíbas.

“A coisa mais difícil é fazer com que operadores que estão habituados a concorrer colaborarem quando é necessário”, afirmou.

A GSMA estima que a adoção da próxima geração móvel, 5G, será mais rápida nos Estados Unidos e Canadá que na Europa e Ásia. Em 2025, segundo o novo relatório “Mobile Economy North America 2018”, a previsão aponta para 200 milhões de ligações 5G nestes mercados, o que representa 50% do total.

Na Europa e mercados asiáticos, prevê-se que apenas 30% das ligações seja 5G dentro de sete anos.

No MWC Americas, que teve em Los Angeles a sua segunda edição, houve também um foco especial “na convergência com as indústrias de média e entretenimento”, disse Ana Tavares, já que a associação acredita que “o vídeo vai ser uma das grandes apostas” no futuro e Hollywood é o centro da produção visual.

Outra prioridade para a GSMA é a disseminação de um standard comum de identidade móvel, que permitirá aos consumidores usarem o número de telemóvel e o smartphone para se autenticarem junto de serviços e aplicações, em vez de senhas, Facebook Login ou conta do Google.

“Nem toda a gente vai confiar no Google e no Facebook com a sua conta bancária”, explicou Ana Tavares. A GSMA criou uma interface de programação comum e já há 70 operadores a oferecerem o serviço. “A ideia é que, no futuro, se possa fazer tudo com o operador e não ter de ter outros tipos de login”, proporcionando “a mesma experiência para todos os utilizadores” e interoperabilidade com outros serviços.

Ana Tavares lidera a região da América do Norte a partir do escritório da GSMA em Atlanta, Estado da Georgia. A executiva portuguesa chegou à associação em 2005, quando foi para Londres assumir a direção de estratégia. “O primeiro projeto que fiz foi a aquisição do Mobile World Congress, que na altura não era nosso”, lembra. Intitulado 3 GSM World, o congresso era organizado por outra entidade mediante o pagamento de uma licença à GSMA, que detinha a marca, explicou a responsável.

Depois de vários cargos dentro da Europa, Ana Tavares mudou-se para os Estados Unidos e acabou por assumir a liderança da região onde estão 33% do total de membros associados da GSMA e cerca de 20% de todos os operadores.

O Mobile World Congress Americas teve a edição inaugural em 2017, em São Francisco, com mudança para Los Angeles este ano. Irá manter-se no sul da Califórnia em 2019, com data marcada para entre 22, 23 e 24 de outubro. A segunda edição recebeu cerca de 22 mil visitantes.

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