internacionalização

Portuguesa Medicare investe milhões para entrar no Brasil

David Legrant, CEO da Medicare, anuncia planos de internacionalização em 2018.
David Legrant, CEO da Medicare, anuncia planos de internacionalização em 2018.

Pioneira em planos de saúde cresceu nos anos da crise e já expandiu para Espanha, iniciando a investida na América Latina no segundo semestre.

A Medicare, empresa portuguesa dedicada a planos de saúde, vai investir “entre 1,5 e 2,5 milhões de euros” para iniciar atividade, já no segundo semestre deste ano, no Brasil. Segundo o CEO, David Legrant, as metrópoles de S. Paulo e Rio de Janeiro serão a porta de entrada da portuguesa num mercado que estima valer “três a quatro vezes o português”.

Nascida há uma década, num contexto em que “só existiam seguros de saúde em Portugal”, com um modelo de negócio “inovador” que propunha descontos numa rede que chega, atualmente, a 17500 prestadores de saúde em todo o país e ilhas, mediante uma mensalidade a pagar pelo utente, a Medicare faturou mais de 25 milhões de euros em 2017 (22 milhões em 2016) com 1,2 milhões de clientes. “Hoje estamos com 1,3 milhões de clientes em Portugal. É um mercado muito pequeno, mas estamos empenhados em inovar e criar produtos alternativos, acreditamos que a qualidade de serviço é o futuro e vamos manter o ritmo de crescimento”, analisou David Legrant.

Desde o início deste ano, os planos de saúde Medicare estão também disponíveis em Angola. “Temos o Anselmo Ralph a promover a Medicare em Angola. O cliente compra o plano e vem receber os cuidados a Portugal. O resultado tem estado muito acima das nossas expetativas”, desvendou.

Em Espanha, onde a empresa está presente desde 2014, o número de clientes não é tão expressivo e chega apenas a cerca de 35 mil. “A concorrência, em Espanha, está no mercado segurador. E o serviço nacional de saúde é bom, portanto o cliente final não tem tanta necessidade de ter um plano de saúde”, explicou o CEO da Medicare, que tem planos para aplicar na América Latina algo semelhante ao que está a ser feito com Angola. “As pessoas podem adquirir o plano para virem ser tratadas em Espanha”, adiantou. Porém, tal projeto ainda está em estudo e ficará para “fase posterior à entrada no Brasil”, cuja preparação se iniciou já há dois anos.

“Já tomámos a decisão de investir no Brasil em 2016. No ano passado, estudámos o mercado para entrar bem e no momento certo, com as parcerias certas. Neste caso, é através do acordo com uma seguradora que vamos entrar no Brasil”, explicou, sublinhando que “a Medicare tem crescido depressa, mas de forma sustentada”. A empresa possui 190 trabalhadores em Portugal.

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