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Portugueses gastam cerca de mil milhões em casinos virtuais em três meses

Macau, Casino Lisboa
O Casino Lisboa, em Macau. EPA/JEROME FAVRE

Volume de apostas é o maior de sempre registado pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), uma subida 58% há um ano.

Os portugueses estão a jogar mais nos casinos online tendo apostado 961 milhões de euros em jogos de fortuna ou azar virtuais, mais 352 milhões do que nos primeiros três meses de 2019, noticiou o Jornal de Notícias. O volume de apostas é o maior de sempre registado pelo Serviço de Regulação e Inspeção de Jogos (SRIJ), uma subida 58% face ao mesmo trimestre do ano passado.

A receita das casas de apostas legalizadas cresceu 47% (passou de 47 milhões para 70 milhões) e, com isso, o Estado também arrecadou mais com o imposto especial de jogo online: passou de 15 milhões para 21 milhões.

Mais entidades exploradoras de jogos de fortuna ou azar online, mais três que no trimestre homólogo podem explicar este aumento trimestral no volume de apostas. Mas há mais portugueses a recorrer à prática de jogo em casinos virtuais ou apostas desportivas: 426 mil até março. São mais 33% do que no primeiro trimestre de 2019.

O confinamento ditado pela pandemia do Covid-19 poderá ter contribuído para este efeito, embora os dados sejam insuficientes, já que no primeiro trimestre, apenas 15 dias foram em confinamento. “São dados que só vamos conhecer melhor no próximo trimestre, pois é possível e é provável que haja uma migração das apostas desportivas para o jogo de fortuna e azar”, antevê Pedro Hubert, psicólogo e diretor do Instituto do Apoio ao Jogador, citado pelo Jornal de Notícias.

Até final de março havia 52 mil jogadores autoexcluídos das plataformas de jogo virtual, casino ou apostas desportivas, quase todos por tempo indeterminado. O SRIJ já ordenou, este ano, o bloqueio de 61 sites ilegais de jogo. Desde 2015 foram 447, aos quais se somam 539 notificações e 14 participações criminais.

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