Automóvel

Portugueses já compraram mais carros elétricos este ano do que em 2017

A procura de carros elétricos usados aumentou 129% no último ano. Os dados são de um estudo do Standvirtual.
(REUTERS/Tyrone Siu/File Photo)

Nos primeiros seis meses do ano foram vendidos 1868 veículos sem emissões.

Os portugueses compraram mais carros elétricos nos primeiros seis meses deste ano do que em todo o ano passado. Até junho, foram vendidos 1868 automóveis movidos só com baterias elétricas, mais do dobro (156,2%) do que na primeira metade de 2017, segundo os números ontem divulgados pela ACAP – Associação Automóvel de Portugal. (em 2017, foram vendidos 1640 veículos) A maior consciência ambiental e os benefícios fiscais e económicos ajudam a explicar este crescimento.

“As pessoas estão cada vez conscientes dos benefícios ambientais destes veículos e as marcas têm cada vez mais oferta”, justifica Helder Pedro, secretário-geral da ACAP, ao Dinheiro Vivo. “Há muito mais informação sobre as vantagens económicas destes automóveis”, acrescenta Henrique Sánchez, presidente da UVE – Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos. “Sabe-se que há incentivos fiscais para a compra destes automóveis e que, por exemplo, não se paga o estacionamento nos parques da EMEL. Além disso, há cada vez carros com maior autonomia, o que desmistifica um dos preconceitos sobre estes automóveis”.

O mercado automóvel começa a refletir esta realidade. A Renault e a Nissan são as marcas que mais vendem carros elétricos em Portugal. Na primeira metade do ano, os franceses comercializaram 631 veículos sem emissões, mais 80,3% do que nos primeiros seis meses do ano passado; os japoneses venderam 608 elétricos, mais do triplo do que no período homólogo de 2017.

A Smart é a terceira melhor marca elétrica nacional. Vendeu 211 carros até junho, graças às versões a bateria dos modelos Fortwo e Forfour. Citröen e BMW fecham esta tabela com 156 e 152 veículos registados, respetivamente.

Portugal, no entanto, ainda tem vários obstáculos para os automóveis elétricos, como os postos de carregamento rápido. “É urgente que comecem a ser pagos, para colocar alguma ordem na rede pública e para rentabilizar o investimento feito pelo Estado”, avisa Henrique Sánchez . Helder Pedro acrescenta que esta rede “tem de ser consolidada nos próximos anos”.

Quando esta situação for resolvida, espera-se que o mercado de carros elétricos possa tornar-se cada vez mais relevante e represente muito mais do que 1,2% do total de carros ligeiros vendidos em Portugal nos primeiros seis meses deste ano.

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