preço dos combustíveis

Portugueses vão menos vezes aos postos mas põem mais combustível

Portugueses abastecem 22,77 litros no depósito cada vez que vão ao posto de combustível
Portugueses abastecem 22,77 litros no depósito cada vez que vão ao posto de combustível

Os portugueses estão a ir cada vez menos aos postos de abastecimento. Mas cada vez que lá vão, colocam mais combustível no depósito. Os dados da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) mostram um aumento de 10% no volume médio de abastecimento entre o primeiro trimestre de 2015 e o período homólogo de 2014 para os 22,77 litros.

O número médio de abastecimentos no primeiro trimestre deste ano, pelo contrário, desceu das 7,5 vezes para 7 vezes. Descida de 6,7% face aos primeiros três meses de 2014, indicam os números da APED com base num estudo encomendado à Kantar Worldpanel.

Redução também sentida nos preços médios dos combustíveis. O custo médio de um litro de combustível foi de 1,25 euros nos primeiros três meses de 2015, menos 12,5% do que em período igual de 2014. A descida foi mais sentida junto das distribuidoras (-13,8%) do que nas petrolíferas (-11,7%). Não são especificadas, no entanto, se as descidas são mais sentidas junto do gasóleo ou da gasolina.

Acentuou-se em dois cêntimos, no mesmo período, a diferença entre o preço médio nos combustíveis vendidos pelos super e hipermercados e as petrolíferas. Situou-se nos 9 cêntimos por litro, em média, no primeiro trimestre de 2015. No mesmo período de 2014 encontrava-se nos 7 cêntimos por litro de combustível.

Ana Trigo Morais nota que estes são os “primeiros dados desde que foram introduzidos os combustíveis simples“, e que, mesmo assim, “acentuaram-se as diferenças” entre os preços praticados pelas petrolíferas e os postos de abastecimento do setor da distribuição. A diretora-geral da APED justifica também que os super e hipermercados “deram mais valor ao consumidor”, enquanto as petrolíferas “retiveram esse mesmo valor”.

A descida nos preços médios dos combustíveis também explica a quebra no volume de vendas dos combustíveis: recuaram 10,7% no primeiro trimestre de 2015 para 717 milhões de euros face aos 803 milhões de euros em igual período do ano passado, mostram os dados da APED.

Ana Trigo Morais sugere também que esta quebra deve-se à “adoção de outras soluções de transporte individual” pelos consumidores portugueses.

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