Power Dot com 355 carregadores neste ano e a olhar para fora

Empresa portuguesa vai operar 175 postos de carga da rede pública Mobi.E. Primeira “bomba elétrica” abriu em Gaia.

Entre grupos como a EDP e a Galp, a empresa portuguesa Power Dot quer entrar na primeira linha dos operadores de postos de carregamento para carros elétricos. Até ao final do ano, vai ter 355 estações no país e conta ultrapassar os mil até 2025. Pelo meio, a empresa está atenta ao mercado internacional.

A expansão deste operador tem sido eletrizante. Fundada em dezembro de 2018, a Power Dot contava com mais de 30 carregadores no final do ano passado, esperando ultrapassar agora uma centena de postos. A concessão a privados da rede de postos públicos da Mobi.E mudou os planos: das 643 estações do concurso, a Power Dot assegurou 175, ou seja, mais de um quarto dos carregadores em competição. “Vamos ter postos operados por nós em 109 municípios, nas regiões de Lisboa, Porto e também noutras cidades”, detalha o presidente executivo, José Sacadura.

Embora a utilização dos postos públicos de acesso geral seja paga desde 1 de julho, a empresa portuguesa só vai começar a cobrar a tarifa de operador “após a conclusão do processo de transição” e que pode implicar, “em alguns casos, a renovação dos carregadores”. Até lá, o consumidor só paga o custo do comercializador.

Além dos 175 postos ex-Mobi.E, a Power Dot opera outros 60 postos de carregamento e tem mais 120 carregadores na calha até ao final deste ano. Para singrar neste mercado, a empresa aposta em espaços de acesso ao público. “Procuramos parcerias com centros comerciais, retail parks, restaurantes e parques municipais.”

Além de não cobrar qualquer verba pela instalação dos carregadores, a Power Dot dá ainda uma fatia das receitas aos parceiros e trata da certificação, instalação e gestão das estações. Dos 60 postos de carregamento em operação, dois terços (40) servem para carga normal (22 kWh); os restantes postos destinam-se a carga rápida (50 kWh).

Em meados de julho, a empresa inaugurou a sua primeira “bomba elétrica”, em Gaia, num investimento de 250 mil euros. “É o nosso primeiro posto exclusivo com acesso ao público em geral. Tem dois carregadores rápidos, com um total de quatro tomadas, numa antiga bomba de gasolina.”

Para lá dos postos de carregamento, este espaço vai proporcionar outras facilidades nos próximos meses, como cafetaria e aluguer de bicicletas.

Ambição internacional

No último ano e meio, os carregamentos nos postos da Power Dot permitiram poupar a emissão de mais de 300 toneladas de dióxido de carbono. “Os carros que utilizam os nossos carregadores já fizeram mais de cinco viagens da Terra até à Lua.”

Contando com a família Arié entre os investidores, a empresa portuguesa tem estado atenta ao mercado internacional, numa altura em que as vendas de carros elétricos têm aguentado o impacto da pandemia no mercado automóvel. “Faz sentido analisar mercados em crescimento na mobilidade elétrica, como Espanha, França, Alemanha e Itália.”

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