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Prada retira de venda macacos após acusação de racismo

Este incidente com a Prada surge num momento em que a empresa está a tentar recuperar a sua posição no mercado de luxo

A Prada, marca italiana de moda, vai retirar das lojas uns bonecos semelhantes a macacos, que estão à venda por cerca de 500 euros. A decisão da empresa de produtos de luxo vem no seguimento de acusações de racismo que proliferaram nas redes sociais nos Estados Unidos.

Os macacos integram uma nova linha de acessórios da Prada, que inclui chaveiros e bonecos que representam criaturas de desenhos animados de várias cores. As versões preta e marrom têm grandes lábios vermelhos.

Os críticos declararam que os bonecos têm uma forte semelhança com os cartoons racistas que foram usados ​​historicamente para desumanizar os negros.

“São criaturas imaginárias que não pretendem fazer qualquer referência ao mundo real e certamente não representam o rosto de uma pessoa negra”, defendeu a empresa em comunicado.

“O Grupo Prada nunca pretendeu ofender ninguém e nós abominamos todas as formas de racismo e imagens racistas. Nesse sentido, vamos retirar todos os bonecos de circulação e exibição “, disse ainda.

Este não é um caso isolado. Em novembro, a Dolce & Gabbana enfureceu os clientes chineses com uma campanha de publicidade audiovisual que mostrou um modelo chinês lutando para comer esparguete e pizza com pauzinhos.

A cadeia de roupas sueca Hennes & Mauritz veio pedir desculpas depois de apresentar um menino negro que usava uma camisola com o slogan “O macaco mais legal da selva”. Algumas de suas lojas sul-africanas foram vandalizadas e tiveram que ser fechadas temporariamente.

Este incidente com a Prada surge num momento em que a empresa está a tentar recuperar a sua posição no mercado de luxo. A Prada ressentiu-se nos últimos anos da desaceleração da China e demorou também a reconhecer as mudanças que a Internet introduziu nos negócios de luxo.

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