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Preço das músicas abre guerra entre Youtube e editoras

Pharrell Williams
Pharrell Williams

Casa da Google paga sete vezes menos do que os rivais Apple e Spotify

Longe vão os tempos em que os CD’s enchiam os cofres dos músicos e das editoras discográficas. Hoje, o streaming é o grande aliado desta indústria. Mas numa altura em que o público se habituou a ouvir música online, editoras e músicos dão a cara para apontar o dedo a quem paga menos: o Youtube, noticia o Washington Post.

O site de vídeos da Google é o principal player do mercado e responde já por 25% da música ouvida em streaming em todo o mundo, bem à frente de concorrentes como o Spotify, Amazon ou Apple. No entanto é o que menos paga pelos conteúdos oferecidos.

Artistas como Pharrell Williams ou a banca Arcade Fire são alguns exemplos de personalidades que vieram a público denunciar que a receita obtida com as suas músicas no Youtube está muito aquém dos valores pagos, por exemplo, pelo concorrente Spotify – sete vezes menos, em média.

É que o Youtube paga, em média, um dólar por cada mil vezes que uma canção é tocada. Por sua vez, o Spotify e a Apple oferecem sete dólares.

As editoras explicam a diferença com uma brecha legal que a casa da Google estará a aproveitar. A lei norte-americana permite que o Youtube não se responsabilize pelas músicas que os utilizadores toquem no seu site, mesmo que sejam colocadas à margem dos direitos das editoras.

“No fundo, estamos a negociar com alguém que vai ter acesso àquele conteúdo seja de que forma for”, considerou uma editora ao jornal norte-americano.

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