Preços da habitação desaceleraram em 18 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes até março

Os dados do INE indicam que o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal, no primeiro trimestre do ano, foi de 1241 €/m2, o que representa uma taxa de variação homóloga de +3,1%.

Nos grandes municípios portugueses - com mais de 100 mil habitantes -, o preço das casas desacelerou no primeiro trimestre deste ano. Os dados divulgados nesta quinta-feira pelo gabinete nacional de estatística apontam que, de janeiro a março, o preço mediano de alojamentos familiares em Portugal foi de 1241 €/m2, o que se traduz numa taxa de variação homóloga de +3,1%.

O INE explica que "em 10 NUTS III [25 Unidades Territoriais para Fins Estatísticos] houve uma desaceleração dos preços da habitação superior à verificada no país (-4,7 pontos percentuais), incluindo o Algarve (-5,8 p.p.) e a Área Metropolitana de Lisboa (-5,5 p.p.)".

Nas restantes NUTS III, apesar de preços medianos superiores ao nacional, "também registaram desaceleração dos preços medianos, contudo, abaixo da observada no país - Região Autónoma da Madeira (-2,3 p.p.) e Área Metropolitana do Porto (-3,6 p.p.)".

De 24 municípios portugueses com mais de 100 mil habitantes, em 18 os preços da habitação desaceleraram, diz o INE. Ainda assim, acrescenta que, deste conjunto de 18, uma dezena localiza-se na Área Metropolitana de Lisboa e três na Área Metropolitana do Porto.

"Tendo como referência os 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, Lisboa foi o único município a registar redução homóloga do preço mediano (-7,9%) no 1º trimestre de 2021 e Oeiras, o único município da Área Metropolitana de Lisboa que registou uma aceleração do preço mediano da habitação (+6,9 p.p.) para uma taxa de variação de +12,3%", diz o gabinete de estatística.

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