Prejuízo da Impresa duplica para 1,2 milhões no trimestre

O prejuízo da Impresa duplicou no primeiro trimestre do ano, face a igual período 2018, para 1,2 milhões de euros, na sequência do investimento em tecnologia nos novos estúdios, anunciou hoje a dona da SIC.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa adianta que "o aumento nas depreciações para 1,8 milhões de euros, devido ao projeto de expansão do Edifício Impresa e ao investimento em tecnologia nos novos estúdios fez com que a Impresa registasse um resultado líquido negativo de 1,2 milhões de euros".

No trimestre, as receitas consolidadas da empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão atingiram 40,7 milhões de euros, mais 4,8% do que um ano antes, "potenciado pelo crescimento das receitas publicitárias".

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) subiu 18,3% para 2,3 milhões de euros.

A dívida remunerada líquida diminuiu 8,7 milhões de euros, em termos homólogos, para 176,9 milhões de euros.

Os custos operacionais aumentaram 4,1% para 38,5 milhões de euros.

No período em análise, as receitas de publicidade aumentaram 3,7% para 23,7 milhões de euros, as de subscrição de canais diminuíram 8,7% para 8,8 milhões de euros e as de circulação cresceram 7,4% para 2,4 milhões de euros.

No universo SIC, o total de receitas subiu 5,5% para 34,1 milhões de euros, "resultante do bom desempenho verificado em todas as linhas de receitas, com exceção da subscrição de canais", refere a Impresa.

As receitas de publicidade na televisão aumentaram 4,3% para 20,8 milhões de euros.

"As receitas de subscrição geradas pelos oito canais SIC, distribuídos por cabo e satélite, em Portugal e no estrangeiro, desceram 8,7% devido "essencialmente à negociação de contratos nacionais" e também "ao fim de contratos internacionais", explica.

As receitas de IVR subiram 98,1% para 3,4 milhões de euros, "como consequência das alterações efetuadas em grelha da SIC generalista", refere a dona da estação, salientando que os custos operacionais aumentaram 4,2% devido ao crescimento deste tipo de receitas.

"O aumento dos custos operacionais (1,2 milhões de euros) foi compensado positivamente pelo aumento total de receitas (1,8 milhões de euros), o que levou a um acréscimo de 21,5% em EBITDA", para três milhões de euros.

A Impresa destaca a "mudança histórica" na liderança das audiências em Portugal, com a SIC a liderar, no primeiro trimestre, "no universo dos canais generalistas, com uma média de 19,2% de share, em adados consolidados, valor superior em 1,6 pontos percentuais ao do período homólogo de 2018".

Na área de 'publishing', as receitas subiram 0,9% para 5,8 milhões de euros, impulsionadas pelas receitas de circulação (+7,4% para 2,4 milhões de euros).

As receitas de publicidade neste segmento recuaram ligeiros 0,1% para 2,9 milhões de euros.

De acordo com a Impresa, as receitas de publicidade no segmento 'publishing' tiveram o mesmo volume que no trimestre homólogo de 2018.

"Além da subida das receitas de publicidade em papel, o segmento digital teve forte contributo para este resultado, com uma subida em cerca de 12% nas receitas de publicidade digital, que agoram representam 31,6% do total das receitas de publicidade" deste segmento de negócio.

O crescimento de 6% dos custos operacionais para 6,1 milhões de euros deve-se "a custos com indemnizações incorridos no primeiro trimestre" deste ano, adianta.

O EBITDA foi de 267 mil euros negativos, o que compara com 31 mil euros positivos um ano antes.

A perspetiva para este ano é cumprir o plano estratégico, pelo que o grupo espera melhorar os resultados "tanto no que respeita a fazer crescer receitas como numa maior e melhor eficiência operacional, com vista a aumentar o EBITDA e os resultados líquidos, mantendo-se igualmente a tónica na redução da dívida, com vista a melhorar o rácio dívida líquida/EBITDA da Impresa", conclui.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de