aviação

Presidente da Boeing admite erros da empresa na questão dos 737 Max

The engine and body of the Boeing 787 Dreamliner is seen at the Farnborough International Airshow 2010 in Farnborough

Dois Boeing caíram em 2018, provocando a morte de 346 pessoas, tendo sido apontado como causa dos acidentes o novo sistema automático de estabilização

O presidente executivo da Boeing admitiu hoje que a empresa errou na forma como lidou com a questão do problemático sensor de alerta do ‘cockpit’ dos aviões 737 Max, que terá levado à queda de dois aviões.

Dois aviões Boeing, os mais vendidos no mundo, caíram no ano passado, provocando a morte de 346 pessoas, tendo sido apontado como causa dos acidentes o novo sistema automático de estabilização. Os novos aviões estão proibidos de voar desde então.

Hoje, em Paris, para participar no Paris Air Show, o grande acontecimento da indústria aeroespacial, Dennis Muilenburg prometeu transparência, numa altura em que a construtora norte-americana procura revitalizar o novo modelo de avião.

Dennis Muilenburg disse aos jornalistas que a comunicação da Boeing com os reguladores, clientes e público “não foi consistente”. “E isso é inaceitável”, acrescentou.

A administração federal de aviação dos Estados Unidos culpou a Boeing por não dizer aos reguladores durante mais de um ano que o indicador de segurança do ‘cockpit’ do modelo Max não funcionou.

Os pilotos também ficaram revoltados porque a empresa não os avisou sobre o novo ‘software’ implicado nas quedas de aviões no ano passado, na Etiópia e na Indonésia.

“Nós claramente cometemos um erro na implementação do alerta”, disse Muilenburg.

O responsável manifestou-se confiante de que o Boeing 737 Max possa voltar a voar no final deste ano. Os reguladores precisam de aprovar a correção do problema para que o avião possa voltar aos céus.

Muilenburg disse também que os acidentes com os aviões da Lion Air e da Ethiopian Airlines de 2018 foram um “momento decisivo” para a Boeing e acrescentou acreditar que o resultado será uma empresa “melhor e mais forte”.

O presidente executivo da Boeing referiu ainda que empresa está a enfrentar o que aconteceu com “humildade” e centrada em reconstruir a confiança.

Na “feira” de Paris, a primeira depois da queda dos dois aviões, a Boeing prevê um número limitado de vendas, acrescentou o responsável, considerando, contudo, que a presença é importante, para falar com clientes e com outras empresas do setor.

Muilenburg disse também que a Boeing está a aumentar as suas previsões a longo prazo, pela procura global de aviões, especialmente na Ásia.

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