Presidente da RTP prefere diálogo, mas não exclui despedimento coletivo

Alberto da Ponte, RTP
Alberto da Ponte, RTP

O presidente do conselho de administração da RTP, Alberto da Ponte, disse hoje que pretende manter-se "na via do diálogo" para chegar a acordo com os trabalhadores sobre a reestruturação do grupo, mas sem afastar a possibilidade de um despedimento coletivo.

“Não há nenhum gestor que possa dizer que jamais fará um despedimento coletivo” na sua empresa, sublinhou Alberto da Ponte, questionado sobre essa possibilidade na televisão do Estado, lembrando que o grupo Controlinveste anunciou recentemente o despedimento coletivo de 160 trabalhadores. “Essa questão do despedimento coletivo é uma figura que estará sempre presente, quando uma empresa não tem outra solução”, referiu.

No entanto, fez questão de lembrar as reduções de custos e de pessoal dentro da empresa durante os últimos anos, concluindo que a administração prefere a via do diálogo.

“A RTP tem 1780 trabalhadores e quando chegámos tinha 2005. Tem feito um esforço de ajustamento que é de assinalar, mas com um incentivo muito grande ao diálogo, e é esse diálogo que queremos continuar”, salientou Alberto da Ponte, que está à frente do conselho de administração desde setembro de 2012.

Questionado ainda sobre o pagamento de salários depois do chumbo do Constitucional aos cortes, o responsável esclareceu que o grupo vai cumprir a decisão do Tribunal quanto à reposição dos salários dos
trabalhadores, que sofreram os mesmos cortes dos funcionários
públicos.

“Nós seguiremos as instruções que nos forem enviadas pela
tutela. Cumpriremos a decisão do Tribunal Constitucional”,
indicou o responsável máximo do Conselho de Administração da RTP,
quando questionado sobre se iria pagar os salários por inteiro já a
partir de junho.

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