aviação

Presidente da SATA quer cortar prejuízos da empresa em metade até final do ano

Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens.
Fotografia: Orlando Almeida/ Global Imagens.

O presidente do grupo SATA, António Teixeira, disse hoje querer até final do ano reduzir em metade os prejuízos da transportadora aérea, que fechou 2018 com um resultado líquido negativo de 53,3 milhões de euros.

“Vai ser um ano de 2019 difícil, com algumas vicissitudes que teremos de enfrentar e resolver, no sentido de começar a apresentar resultados diferentes daqueles que se registaram nos últimos dois anos”, admitiu António Teixeira.

Falando aos jornalistas na apresentação dos resultados da transportadora áerea, o gestor declarou querer ter prejuízos “inferiores em 50% ao apresentado agora”, procurando, portanto, um resultado na casa dos 26 milhões de euros negativos.

O presidente do grupo SATA disse ainda que a empresa está a trabalhar com o acionista, o Governo dos Açores, num processo de reestruturação financeira que será anunciado em breve.

Em cima da mesa está a abertura de um processo de reformas antecipadas, escusando-se, todavia, António Teixeira a indicar um eventual número de trabalhadores que a empresa estime como necessários para sair da SATA.

Questionado sobre o processo de privatização de 49% da Azores Airlines – o ramo da empresa para fora do arquipélago – o gestor sinalizou que “desde o início” do mandato que sempre referiu “que com ou sem privatização” o “único e grande objetivo é inverter os resultados negativos verificados nos últimos anos e a médio prazo” atingir o ‘break-even’ financeiro.

O Grupo SATA fechou 2018 com um prejuízo de 53,3 milhões de euros, um agravamento de 12,3 milhões face ao ano de 2017, informou hoje a transportadora aérea açoriana.

A pesar no resultado estiveram as perdas da Azores Airlines, que opera de e para fora do arquipélago, que registou um prejuízo de 52,93 milhões de euros, ao que se junta o resultado líquido negativo de 2,58 milhões de euros da SATA Air Açores, que assegura os voos nas nove ilhas do arquipélago.

As demais empresas do grupo tiveram resultados positivos, embora os valores sejam residuais no contexto global da empresa.

Por entre as causas que resultaram no agravamento dos prejuízos encontram-se, por exemplo, um aumento de 4% nos custos operacionais e um decréscimo de 4% receitas operacionais.

António Teixeira sinalizou o aumento do preço dos combustíveis, a subida dos gastos com pessoal e a necessidade de recorrer a serviços ACMI (aluguer de aviões a outras companhias aéreas) como medidas que impactaram o resultado do grupo SATA.

“Apesar do quadro negativo dos resultados apurados, quer em 2018 quer nos anos anteriores, o Conselho de Administração considera que a inversão desta tendência é exequível a médio prazo, com alguns resultados já no decorrer de 2019”, prosseguiu o gestor.

As contas individuais de 2018 foram aprovadas na quarta-feira, devendo os resultados consolidados do grupo SATA – que deverão ser “similares”, afiançou António Teixeira – ser apresentados no final de maio.

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