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Presidente da TAP rejeita críticas relativas à Madeira

TAP/Madeira
TAP/Madeira

Antonoaldo Neves foi ouvido na Comissão de Inquérito no parlamento regional sobre a política de gestão da companhia em relação à Madeira.

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, rejeitou esta terça-feira as críticas da prática de preços “pornográficos” nos voos para a ilha da Madeira, acusação feita pelo presidente do Governo Regional, Miguel Albuquerque.

Ao falar na Comissão de Inquérito no parlamento regional sobre a política de gestão da companhia em relação à Madeira, Antonoaldo Neves, considerou que a utilização do termo “pornográfico” para classificar os preços praticados pela companhia constitui um desrespeito para com os 10.800 trabalhadores da empresa, já que estes “não fazem pornografia”.

Antonoaldo Neves reafirmou que os preços praticados pela companhia são “módicos” e que a empresa “não é pública”.

“A palavra módica para tarifa está relacionada com o nosso dever como companhia aérea de estimular” a procura, disse, sublinhando que só trabalha com “factos e dados” e garantindo também que a tarifa média da TAP hoje ronda os 100 euros.

Em resposta às declarações de Antonoaldo Neves, o presidente do Governo da Madeira afirmou ser-lhe “indiferente”, e considerou as declarações dadas pelo presidente da TAP no parlamento madeirense “mais do mesmo”.

“[O presidente da TAP] pode gostar ou não gostar, mas isso para mim é indiferente, porque a minha obrigação é denunciar as iniquidades, as injustiças e os constrangimentos que a TAP tem causado à Madeira”, salientou o governante.

Esta tarde, Antonoaldo Neves rejeitou na Comissão Eventual de Inquérito as críticas da prática de preços “pornográficos” nos voos para a ilha da Madeira.

O governante insular defendeu que o presidente da TAP tem de dar “explicações relativamente ao cancelamento dos voos desde janeiro” e “a forma como os madeirenses e porto-santenses foram tratados nesta linha”.

Albuquerque quer também explicações sobre os “preços elevados”.

“Ninguém consegue responder a esta pergunta, que é de ‘la palisse’: se a TAP não é uma empresa privada, tem 50% de capital público, porque é que o Estado está a pôr lá capital, qual a razão?”, questionou.

O presidente do Governo Regional apontou que a única razão para esta situação é porque a companhia deve “servir as regiões autónomas, as comunidades de emigrantes e a diáspora portuguesa”.

No entender do líder madeirense, “a liberalização não tem nada a ver com política de preços, que é escandalosa, da TAP”.

“Portanto, isso é tudo conversa, porque na verdade o que a TAP tem de fazer é não se aproveitar da circunstância para se financiar através das viagens para a Madeira, prejudicando a região e o turismo da região”, vincou.

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