Presidente da TIM Brasil analisa fusão com Oi se receber proposta

Conselho de administração da Oi analisa hoje proposta do Letter One. O fundo russo está disposto a investir até 4 mil milhões de dólares, uma proposta condicionada à fusão entre a Oi e a TIM Brasil

Conselho de administração da Oi analisa hoje proposta do Letter One. O fundo russo está disposto a investir até 4 mil milhões de dólares, uma proposta condicionada à fusão entre a Oi e a TIM Brasil

A TIM Brasil ainda não recebeu uma proposta para a fusão com a Oi, mas se receber Rodrigo Abreu, presidente da operadora controlada pela Telecom Itália, diz que vai analisar. Mas a fusão entre as duas empresas vai depender também de mudanças na regulação no Brasil. A portuguesa Pharol detém 27,18% da brasileira Oi.

"Quando se tem uma proposta efetiva, obviamente esse é o momento para se fazer essa análise", disse Rodrigo Abreu, durante a Futurecom 2015, um evento da indústria. "No passado, já fizemos um estudo sobre essa possibilidade de consolidação, já fizemos declarações de que naquele momento de incertezas do ponto de vista regulatório e financeiro das companhias não havia sentido uma consolidação", continua o gestor, citado pelo site de O Globo.

Mas agora há sinais que esses obstáculos de regulação poderão estar a mudar. "O cenário tem vindo a mudar, espera-se que entre seis e nove meses, o marco regulatório (para a rede fixa) passe por uma transformação bastante grande e, com essa mudança, o cenário se torna diferente", diz o presidente da TIM. A questão da concessão da rede fixa é um dos temas em cima da mesa, destaca Rodrigo Freitas

Conselho de administração da Oi analisa hoje proposta da Letter One

O tema da regulação também foi referido por Marco Patuano, presidente da Telecom Itália, quando questionado sobre uma fusão entre a TIM e a Oi, levando à criação de um operador com 44% do mercado. Uma atualização na regulação será determinante para que um operador com a TIM leve em consideração uma fusão com um operador local, disse Patuano, segundo noticiou a Reuters.  Bayard Gontijo, CEO da Oi, também alinhou pelo mesmo discurso, afirmando que o atual quadro legal coloca muitas exigências às operadoras com rede fixa (a Oi tem rede fixa com cobertura nacional) e que deveria ser atualizado, permitindo que as empresas invistam mais.

As declarações dos dois responsáveis parecem mostrar um alinhamento que poderá anteceder um movimento de consolidação do sector das telecomunicações no Brasil, tendo as duas operadoras como protagonistas. A consolidação é há muito esperada no mercado brasileiro, mas no início desta semana ganhou um novo fôlego com a notícia de que o fundo Letter One, do milionário russo Mikhail Fridman, estaria disposto a injetar 4 mil milhões de dólares (3,63 mil milhões de euros) na Oi, proposta condicionada a uma fusão com a TIM.

O conselho de administração da Oi reúne hoje e um dos temas em cima da mesa é a proposta da LetterOne. A expectativa é que desta reunião saia uma indicação sobre se a empresa está disposto a avançar para negociações mais concretas com base nesta proposta de Fridaman, para que em novembro, o mais tardar até ao final do ano avance com uma proposta concreta junto da Telecom Itália, para a TIM Brasil.

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