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Primark procura “localizações interessantes” para abrir novas lojas em Portugal

5nova loja Primark - MAR Shopping Algarve (5)

Primark está à procura de “localizações interessantes” para abrir novas lojas em Portugal, onde a cadeia de lojas já possui vários espaços.

A Primark está à procura de “localizações interessantes” para abrir novas lojas em Portugal, um “mercado importante” onde a cadeia irlandesa já possui uma dezena de espaços e pretende expandir-se, revelou esta terça-feira fonte da empresa.

Em declarações aos jornalistas durante uma visita à nova loja da Primark a inaugurar na quarta-feira no Norteshopping, em Matosinhos, no distrito do Porto, o responsável de operações do grupo para a Europa do Sul e Irlanda afirmou que a abertura de novas lojas em Portugal só está dependente do surgimento de espaços adequados, seja num centro comercial ou uma loja de rua.

Segundo Stephen Mullen, Portugal é um “mercado interessante” para a cadeia irlandesa, que entrou no país em 2009 e emprega hoje mais de 2 mil funcionários nas 10 lojas entretanto inauguradas.

Leia ainda: Primark abre no Porto com salão de beleza

No total, a Primark possui atualmente um total de 374 lojas, com cerca de 1,5 milhões de metros quadrados de área de venda e 75 mil colaboradores, em 12 países: Portugal, Irlanda, Reino Unido, França, Áustria, Bélgica, Holanda, Alemanha, Itália, Espanha, Eslovénia e EUA. Até final do ano fiscal em curso (setembro de 2020), a empresa irá ainda estrear-se na Polónia e na República Checa, tendo também previstas quatro aberturas em Espanha, outras tantas em França e três em Itália.

Os valores de investimento envolvidos não são revelados pela Primark.

De acordo com Stephen Mullen, a atual aposta da cadeia passa pela expansão na Europa Central, assim como nos EUA: “Temos muito trabalho a fazer e grandes planos de expansão nos mercados onde estamos”, sustentou.

Também presente na visita à nova loja de Matosinhos, o responsável de operações da Primark em Portugal, Nelson Ribeiro, disse que o ritmo médio de aberturas do grupo ronda as 20/25 lojas por ano, sendo que no último ano fiscal foram inauguradas 15 novas lojas.

Com inauguração marcada para quarta-feira, a nova loja da Primark no Norteshopping será a maior do país, num total de 5 mil metros quadrados, 50% mais do que a anterior loja da marca neste centro comercial, e visa responder à “muito grande procura” registada na região do Porto.

Segundo Nelson Ribeiro, a maior dimensão do espaço levou à contratação de 50 colaboradores adicionais para a nova loja, que possui agora um total de 300 funcionários e apresenta como principal novidade um ‘beauty studio’ (estúdio de beleza), explorado pela empresa parceira Dez Studio e que visa “proporcionar uma melhor experiência ao consumidor”.

Depois do Reino Unido e, desde o final de setembro, Espanha (Sevilha), Portugal é o terceiro país a receber este novo conceito de loja da Primark.

Para além desta nova valência, atualmente apenas disponível em Portugal na loja do Norteshopping, em cima da mesa está ainda a abertura, também dentro da loja, de uma ‘coffee shop’ (cafetaria), à semelhança do que já acontece em outros espaços da Primark na Europa.

Em curso desde este mês estão também obras de expansão e remodelação daquela que foi a primeira loja da Primark em Portugal, no centro comercial Ubbo (antigo Dolce Vita Tejo), na Amadora, a concluir até ao próximo verão e após as quais esta unidade passará também a contar com um ‘beauty studio’.

A nova loja de Matosinhos aposta também na divulgação em vários painéis informativos distribuídos pelo espaço das iniciativas do grupo no âmbito da ética e da sustentabilidade ambiental, que Stephen Mullen diz ser atualmente “um dos grandes focos” da marca.

Neste âmbito, destacou a “expansão significativa” do Programa de Algodão Sustentável da empresa, que prevê ações de formação a mais de 160.000 produtores independentes de algodão sobre métodos de cultura sustentável em três dos seus principais países fornecedores até ao final de 2022.

Esta medida, refere, quintuplica o número atual de agricultores inscritos no programa, sendo esta expansão assumida como “parte do compromisso contínuo da marca irlandesa para minimizar o seu impacto no meio ambiente e oferecer aos seus clientes um maior número de produtos fabricados com algodão de origem sustentável a preços acessíveis”.

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