Prisa. Novo prazo é "razoável" para AdC analisar compra da TVI

Prisa acredita que decisão da Autoridade da Concorrência deverá ser conhecida "nas próximas semanas"

A Prisa não se sente pressionada pelo prazo de junho fechado com os acionistas no acordo de refinanciamento do grupo de media e que prevê que a venda da Media Capital fique concluída até junho. O grupo dono da TVI prolongou o prazo de 13 de abril fechado com a Altice para a venda dos ativos em Portugal. O novo prazo é o "razoável" para que a Autoridade da Concorrência (AdC) conclua a análise da operação de 440 milhões e que o grupo espera ver concluído nos "próximas semanas".

"A Prisa e a Altice decidiram prorrogar o prazo para concluir a venda da Media Capital, tal como previsto nos termos do acordo assinado entre as partes", adianta porta-voz da Prisa em declaração enviada ao Dinheiro Vivo. "As partes entendem que a extensão do prazo será razoável para que a Autoridade da Concorrência portuguesa conclua o seu trabalho".

"A operação está em andamento, as condições acordadas entre as partes têm sido cumpridas, as respostas às exigências colocadas pelo regulador foram sempre e prontamente dadas, sendo estas cumpridas e atualizadas, mas na ausência de uma resolução da Autoridade da Concorrência portuguesa, que as partes esperam que seja tomada nas próximas semanas, é aplicável a cláusula acima mencionada do acordo entre as partes", diz a Prisa.

O grupo de media não precisa uma data, nem confirma se junho, data referida no acordo fechado com os acionistas para o refinanciamento da Prisa, é o novo prazo.

"O acordo de refinanciamento tem vários cenários. Todas as situações estão cobertas", diz apenas o porta-voz do grupo dono do El País.

No relatório e contas do grupo de 2017, a Prisa refere a existência de cenários alternativos para o acordo de refinanciamento "em função de se, a 30 de junho de 2018, a Prisa tenha obtido os fundos provenientes com a venda da Media Capital, que se destinam a abater dívida".

Em dezembro, o grupo vê vencer uma dívida de 956,5 milhões de euros. Quatrocentos e cinquenta milhões de fundos, provenientes do aumento de capital de 563,2 milhões integralmente subscrito pelos acionistas em janeiro, serão usados para abater dívida, mas a Prisa conta ainda com os fundos obtidos com a venda dos ativos da Prisa em Portugal.

Caso os 440 milhões da venda da Media Capital não fiquem disponíveis até junho, como prevê o acordo de refinanciamento, o mesmo prevê que a data de 30 de junho para formalizar o acordo "poderá ser prorrogada pela maioria dos participantes no acordo de refinanciamento".

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