Prisão de CEO do BTG não afecta fusão da Oi com TIM

O BTG tinha sido mandatado pela Oi para negociar o processo de fusão com a TIM Brasil. Oi obtém 1,2 mil milhões de financiamento na China.

A prisão de André Esteves, antigo CEO do BTG Pactual, acionista de referência da Oi, não afecta a possível fusão com a TIM Brasil, garante Bayard Gontijo, presidente executivo da Oi, operadora brasileira na qual a Pharol tem 27,5%.

"O BTG não interfere nesse processo", disse Bayard Gontijo. "Ele é um acionista importante que tem um mandato para nos assessorar. Mas ele pode vender as suas ações se quiser, ou precisar, e podemos ter outro banco nos assessorando. Quem conduz esse processo são os sócios, a Oi, o LetterOne e, futuramente, a Telecom Itália", disse Bayard Gontijo ao Folha de São Paulo.

Com uma posição de 7,5% na Oi, o banco privado não só é acionista de referência como tinha sido mandato pela Oi para funcionar como intermediário nas negociações para uma possível fusão, venda ou aquisição da operadora.

As notícias envolvendo o sócio-fundador do banco ao escândalo Lava Jato e a sua detenção provocaram agitação nas ações da Oi,  mas Bayard Gontijo desvaloriza impacto no processo de fusão. A companhia tem até maio para negociar com a Letter One a sua entrada no capital da Oi, com vista a fusão com a TIM Brasil. O fundo do milionário russo Mikhail Fridman está disposto a injetar até 4 mil milhões de dólares para reforçar a situação financeira da empresa deixando melhor preparada para discutir os termos da fusão com a controlada da Telecom Itália.

Oi fecha acordo com banco chinês

A Oi debate-se uma pesada dívida - 37 mil milhões de reais até setembro - e no próximo ano tem cerca de 10 mil milhões de reais em compromissos. Neste momento, tem cerca de 16 mil milhões de reais em caixa. Caso não se refinancie dívida ou obtenha mais liquidez corre o risco de ficar sem dinheiro em caixa.

Foi essa necessidade de liquidez que levou a Oi a fechar um acordo com o banco China Development Bank (CDB) não só para fazer investimentos como para saldar dívida. O acordo foi fechado, segundo o Folha de São Paulo, em recente viagem de Bayard Gontijo à China. Metade 1,2 mil milhões de dólares será usado em investimentos e na compra de equipamento da chinesa Huawei.

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