Residências para estudantes

Privados investem na criação de 1500 camas para estudantes no Porto

A Universidade do Porto tem recebido muitos estudantes estrangeiros. Foto: DR
A Universidade do Porto tem recebido muitos estudantes estrangeiros. Foto: DR

As novas residências universitárias privadas irão praticar um valor médio mensal por quarto na ordem dos 600 euros

O Porto vai contar, a médio prazo, com mais 1500 camas para estudantes, divididas por quatro projetos de residências a desenvolver por privados. Segundo um estudo da imobiliária Predibisa, o valor médio mensal por quarto irá rondar os 600 euros. Os investidores estão a apostar em imóveis com múltiplas funções: residencial, comércio, serviços e alojamento para estudantes. O foco são os alunos estrangeiros, adianta a Predibisa.

A Milestone projeta a construção de uma residência na Asprela, com 358 quartos e várias áreas de lazer. A Round Hill Capital perspetiva o desenvolvimento do “Tawny Project”, no Amial, que integrará 560 quartos para arrendar a estudantes, uma área de habitação, comércio e serviços. A promotora Promiris quer edificar um empreendimento com 161 quartos e para o qual também prevê habitação.

Já o projeto “The Student Hotel” aponta para a criação de 350 a 400 quartos, num imóvel que terá uma componente hoteleira e um espaço de coworking. A localização ainda está em análise.

Segundo o estudo da Predibisa, atualmente, os valores por quarto nas residências universitárias privadas variam entre os 190 e os 300 euros. Nos apartamentos/estúdios, os preços rondam os 260 a 460 euros. Os quartos em apartamentos arrendados por privados custam entre os 100 e os 350 euros. Alugar apartamentos T0 e T1 exige um mínimo de 370 euros.

A imobiliária adianta que “o mercado do alojamento de estudantes já entrou no radar dos investidores internacionais e nacionais” e “há ainda outras oportunidades em análise relativas ao Porto, assim como em cidades como Coimbra e Lisboa”.

Como sublinha no documento, “o aumento nos últimos anos de estudantes estrangeiros em Portugal aumentou a pressão sobre a quantidade e a qualidade da oferta”. No Porto, o número de estudantes de outras nacionalidades tem crescido, atingindo os 5890 no ano letivo 2016/2017.

 

 

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