Privatização dos CTT rende 909 milhões aos cofres do Estado

IPO dos CTT aconteceu em dezembro passado
IPO dos CTT aconteceu em dezembro passado

Os CTT passaram a ser, desde ontem, uma empresa 100% privada. A conclusão da segunda fase da privatização da empresa, com a venda dos 31,5% que a Parpública ainda detinha, rendeu 343 milhões de euros aos cofres do Estado. Se somados aos valores arrecadados na primeira fase, o encaixe financeiro final ascendeu a 909,2 milhões de euros. Contas feitas, o montante das receitas com as privatizações feitas desde 2011 já totalizam os 6,7 mil milhões. Mas não irá ficar por aqui.

A segunda e última fase da privatização dos Correios ficou ontem concluída, através de um processo de colocação acelerada de ações dirigido a investidores internacionais. A Parpública vendeu os mais de 47,2 milhões de títulos, correspondentes a 31,5% do capital da empresa liderada por Francisco de Lacerda, ao preço de 7,25 euros por ação, um desconto de 7% face ao preço a que encerraram os papéis na quinta-feira, nos 7,81 euros. “O modelo aprovado pelo governo foi considerado o mais vantajoso face às condições atuais do mercado”, revelou a Parpública em comunicado, salientando que o encaixe bruto foi de 343 milhões, “comprovando-se assim o mérito da solução escolhida”.

A solução adotada desta vez pelo Executivo contrasta com a Oferta Pública de Venda (OPV) feita na primeira fase da privatização, em dezembro do ano passado. Nessa operação, o governo privatizou 70% do capital dos Correios, com os investidores particulares a ficarem com 20% da oferta e os institucionais com 80%. O encaixe total para o Estado com a dispersão em bolsa ascendeu a 579 milhões de euros.

“Um enorme êxito.” Estas foram as palavras usadas pelo Executivo, pela voz do ministro da Economia, para qualificar a venda dos Correios. Pires de Lima salientou o “sucesso objetivo do ponto de vista financeiro” e “adiantou que os atuais acionistas “são bons investidores internacionais e portugueses”, o que “é um motivo de conforto”.

Além de considerar a venda dos 31,5% “um sucesso”, o presidente dos CTT sublinhou que a operação mostrou a existência de “fundos que entram e investem em Portugal” e traduz “não só o capital disponível para atividades no país, mas também a confiança” em Portugal.

Com esta venda, Portugal já encaixou quase 7 mil milhões de euros em privatizações desde 2011, altura em que se tinha comprometido a arrecadar pelo menos 5,5 mil milhões com um programa alargado de alienações no âmbito do resgate. No entanto, o montante final das receitas que vão entrar nos cofres do Estado com as privatizações vai aumentar. Isto porque, depois da EDP, REN, ANA, ENVC e, agora, dos CTT, o governo tem ainda em cima da mesa a venda da gestora de resíduos EGF e da transportadora aérea TAP.

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