Privatização: TAP acredita que será possível manter centro de operações em Lisboa

O vice-presidente da TAP acredita que a companhia aérea manterá o ‘hub’ em Lisboa, após a privatização e afirma ser um “anacronismo” subsidiar transportadoras ‘low cost’ para operarem em aeroportos centrais.

Numa entrevista publicada no jornal da TAP, Luiz Mór recorda que o ministro da Economia “já afirmou que a privatização [da TAP] será feita mantendo o ‘hub’ [centro de operações] em Lisboa” e afirma ter “perfeita convição” de que isso será possível.

A manutenção do ‘hub’ da TAP em Lisboa, argumenta, pode constituir uma oportunidade de crescimento e de fortalecimento da empresa, “servindo Portugal e o mundo lusófono”. “Não consigo imaginar uma lusofonia com capital em Madrid”, salienta o vice-presidente da TAP.

Questionado sobre a possível criação de uma base para as companhias ‘low cost’, Luiz Mór afirma ser uma “posição que distorce a concorrência”. “Consideramos que deve ser reequacionada a eventual cedência do Terminal 2 [do Aeroporto de Lisboa] em exclusivo às low cost, aplicando taxas inferiores às do Terminal 1”, disse.

O vice-presidente da TAP afirma que a companhia está no Terminal 2 desde a sua abertura e sempre pagou o mesmo que no Terminal 1, o que considera ser “injustificado, também porque a capacidade do aeroporto de Lisboa deverá estar esgotada, pelos números da ANA [gestora dos aeroportos portugueses], em 2013”.

Luiz Mór diz ainda que a transportadora tem tido “crescentes dificuldades em conseguir os ‘slots’ [lugares de estacionamento para aviões] mais adequados” à sua operação no verão, referindo que “a abertura de uma base de low cost no Terminal 2 iria inviabilizar o crescimento da TAP”. O vice-presidente da TAP vai mais longe e diz que “a ideia de subsidiar as ‘low cost’ para operarem em aeroportos centrais é um anacronismo”.

Luiz Mór explica que, “a nível internacional, estas companhias apenas recebem subsídios quando voam para aeroportos secundários”, concluindo que “Lisboa não precisa de incentivos, nem tem espaço para isso”. “Não se vislumbra qualquer vantagem para o país em atribuir subsídios às low cost, como fazem o Turismo de Lisboa e a ANA, sem esquecer que falamos de dinheiro dos contribuintes portugueses”, acrescentou.

O vice-presidente da TAP refutou ainda as acusações do presidente da Ryanair, que na semana passada, em Lisboa, disse que a ANA estava a proteger a TAP. “Essa acusação não faz qualquer sentido, mas já estamos habituados aos métodos intimidatórios do presidente da companhia irlandesa. A verdade é que, como todos sabem, a Ryanair é uma empresa subsidiodependente, que usa a agressão verbal e a chantagem como método para atingir os seus objetivos”, concluiu.

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