Privatizações: Galp e PT foram as que mais renderam aos accionistas

A Galp e a PT foram as empresas do PSI-20 que mais rentabilidade anual deram aos seus accionistas desde que foram privatizadas, respectivamente em 2006 e em 1996.

Segunda dados da Bloomberg, a petrolífera portuguesa teve uma rentabilidade anual de 26,45% e a operadora de telecomunicações, chegou aos 11%. Contudo, desde que foram privatizadas, a Galp teve um retorno total (incluindo dividendos) de 205% em seis anos e a PT, uma rentabilidade total de 493% em 15 anos.

Ou seja, se um acionista tivesse investido mil euros na Galp, em seis anos já teria 2.716 euros. Na Portugal Telecom, os mil euros investidos em 1995, hoje seriam perto de 5.750 euros contra, por exemplo, os 5.280 euros que tivesse investido na Cimpor ou os 1.110 euros na EDP.

Das empresas privatizadas que estão no índice PSI 20, a REN é a que, por enquanto, oferece o menor retorno, com 120 euros por cada mil euros investidos.

O processo de privatização da PT, iniciado há mais de 15 anos entra hoje na sua fase final, com o fim dos direitos especiais do Estado a ser aprovado hoje em assembleia geral por imposição do memorando assinado com a troika. Galp e EDP são as empresas que se seguem. A primeira vota o fim dos direitos especiais na próxima semana, a 3 de Agosto, e a segunda só no final do mês, a 25 de Agosto.

A Portugal Telecom passou por cinco fases de privatização e prepara-se para entrar na sexta quando o Estado vender as 500 acções douradas que ainda detém na empresa. A primeira fase de privatização aconteceu em Junho de 1995, a segunda em Junho de 1996, a terceira em Outubro de 1997, a quarta em Junho de 1999 e a quinta em Dezembro de 2000.

No caso da Galp, o fim do direitos especiais não está interente à privatização, porque o Estado já não tem acções para privatizar. Os 7% que pertencem à Parpública/Estado já foram vendidos a investidores institucionais através de uma emissão de obrigações convertíveis em acções.

Na EDP, o fim dos direitos especiais coinicide também com a privatização dos 20,9% que o Estado ainda detém na eléctrica nacional. Os restantes 4,1% que estão sob a tutela do Estado também foram vendidos através de uma emissão de obrigações convertíveis em acções já cerca de três anos, na última fase de privatização da EDP, pelo que não poderão ser revendidas.

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