Produzir energia em casa compensa?

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A micro-produção de energia solar em Portugal tem vindo a desenvolver-se nos últimos anos em Portugal mas alterações recentes tendem a afastar os potenciais interessados.. O aumento da taxa do IVA, dos 13% para os 23%, e a redução das tarifas, ou seja, o que o micro-produtor recebe pela produção, são dois dos principais entraves no setor, o que tem vindo a impedir um maior desenvolvimento.

“Aquilo que aconteceu, de facto, é que as as tarifas estão a baixar. Portanto e hoje no caso da micro-geração estamos a falar nos primeiros oito anos de 19 cêntimos por quilowatt/hora e nos restante sete baixa para 16. No entanto, aquilo que se verifica é quando baixa as tarifas também baixa os preços dos equipamentos”, explica ao Dinheiro Vivo Gonçalo Calcinha, secretário-geral da Associação Portuguesa da Energia Solar – APISOLAR.

Através da micro-produção é possível recuperar o investimento, mais rapidamente em zonas de maior exposição solar, como no sul de Portugal. “Normalmente, os paybacks, o retorno de investimento rondam sempre os sete/oito anos dependendo da zona do país de onde estamos a falar, óbvio que no Algarve temos rendimentos mais interessantes, na zona norte temos menos radiação solar, o que no sul dá um ligeiro acréscimo de retorno de investimento”, diz o responsável da APISOLAR.

Recentemente, houve um aumento dos preços dos equipamentos, além do IVA passar de 13% para 23%, devido à legislação anti-dumping europeia. “O que aconteceu é que a Europa quer meter algumas barreiras na entrada dos painéis e componentes foto-voltaicos provenientes da China. Portanto, houve aqui um ligeiro aumento dos preços”.

O investimento inicial já foi mais avultado do que actualmente, tendo os preços vindo a baixar nos últimos anos. “Para uma micro-produção de 3,68 kilowatts, que é a potência máxima que eu consigo instalar numa moradia, podemos estar a falar de um investimento que pode rondar os 12, 13 mil euros, com instalação”, afirma Gonçalo Calcinha.

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