Profissionais em teletrabalho são os que acusam mais stress

"Com o teletrabalho, as relações entre o trabalho, a família e os momentos de descanso deterioraram-se, com jornadas mais longas, o que aumenta os níveis de stress e ansiedade entre os profissionais", sintetiza Diego Costa Pinto, diretor do Marketing Analytics Lab da NOVA IMS.

Estar em teletrabalho é mais stressante, a julgar por um inquérito realizado por alunos da Nova Information Management School (NOVA IMS), da Universidade Nova de Lisboa, que conclui que 64% dos profissionais que se encontram em teletrabalho acusam o aumento nos níveis de stress em período laboral. Por seu turno, 50% dos trabalhadores que não se encontram em teletrabalho consideram que o período do seu dia mais stressante é durante o trabalho.

O estudo da NOVA IMS conclui ainda que o impacto da pandemia no bem-estar dos portugueses foi principalmente sentido entre as mulheres e pelos jovens, entre os 18 e os 24 anos. Três quartos dos inquiridos revelam um aumento nos níveis de stress em resultado da pandemia, sendo que entre as mulheres este valor sobe para 78% e nos homens desce para 61%. Outra diferença de género destaca-se no momento em que eles e elas se sentem mais ansiosos: para as mulheres os níveis de stress sobem, principalmente, durante o período de trabalho (56%), para os homens é durante os momentos de descanso e com a família que se sentem mais ansiosos (53%).

Quando comparadas as várias faixas etárias, 90% dos jovens entre os 18 e os 24 anos revelam um aumento nos níveis de ansiedade. Segue-se o grupo dos 25 aos 34 anos com 77,5%. O maior impacto nos níveis de stress volta a ser sentido a partir dos 55 anos (74%). São também os jovens quem mais assume já ter sentido necessidade de pedir apoio, revela o estudo - sendo que são essencialmente as mulheres com maior propensão (52%), o que compara com 25% dos homens.

"Com o teletrabalho, as relações entre o trabalho, a família e os momentos de descanso deterioraram-se, com jornadas mais longas, o que aumenta os níveis de stress e ansiedade entre os profissionais. Por outro lado, este período de incerteza e de maior risco de desemprego parece afetar particularmente as mulheres e os jovens. Infelizmente, a pandemia acabou por acentuar diferenças entre as gerações e entre géneros", sintetiza Diego Costa Pinto, diretor do Marketing Analytics Lab da NOVA IMS.

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