Proposta para compra do malparado resolvida no próximo mês

Gestor admite, em entrevista ao Público, que o Novo Banco não chegará a ser vendido

A proposta que António Esteves, ex-partner da Goldman Sachs, fez chegar ao Banco de Portugal para comprar o malparado da banca portuguesa deverá estar resolvida "até ao final de fevereiro".

A garantia foi dada pelo próprio em entrevista ao Público, onde adiantou que a oferta envolve a compra da "totalidade do crédito malparado ao valor inscrito nos balanços, através de uma solução totalmente de mercado e privada".

Para o processo, o consórcio liderado pelo português conta com o apoio da consultora Deloitte e da casa de advogados Vieira de Almeida. O grupo conta ter uma posição do Banco de Portugal já no próximo mês.

António Esteves não se alarga muito nos detalhes que envolvem a oferta, mas assume que a proposta "acomoda" as leis europeias, na medida em que afasta os fantasmas de um "auxílio estatal". No entanto, o próprio admite que tenha de recorrer a garantias públicas "na parte da subscrição de títulos que o veículo que for criado emitir para financiar a transação".

O gestor recorda que o dossier para venda do Novo Banco "é complexo" e diz mesmo que não acredita que o antigo-BES possa ser vendido. "Se me pergunta se vai ser vendido, eu digo que não, e que se vai ter de encontrar uma solução intermédia. O Novo Banco tem uma presença importante no sistema financeiro e na economia. E quando se põe à venda uma entidade desta dimensão, aparecem estes private equities que pretendem comprar querendo um poder negocial alto".

Ainda sobre o sistema bancário, Esteves assume que a CGD ainda poderá ter de colocar dívida subordinada e que "tenha de pagar juros altos".

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