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Provedor do ouvinte da RTP defende mais investimento na rádio pública

Fotografia: Pedro Rocha/Global Imagens
Fotografia: Pedro Rocha/Global Imagens

Provedor do ouvinte da RTP defendeu "mais investimento" na rádio pública e pediu mais atenção à onda média

O provedor do ouvinte da RTP, João Paulo Guerra, defendeu hoje “mais investimento” na rádio pública e pediu mais atenção à onda média, que considerou “essencial nas questões de catástrofe e emergência”.

João Paulo Guerra foi hoje ouvido na comissão parlamentar de Cultura, Comunicação, Juventude e Desporto, no âmbito da apresentação do relatório de atividades relativo a 2017.

Questionado no final da audição pela Lusa sobre se a rádio continua a ser o parente pobre da RTP, João Paulo Guerra afirmou: “Continua, sem dúvida nenhuma”.

E adiantou que o presidente do Conselho de Administração da RTP “já reconheceu isso ao dizer que a rádio” merece “uma discriminação positiva para ser recompensada dos seus atrasos sucessivos no investimento”.

Sobre a audição parlamentar, João Paulo Guerra manifestou-se “agradavelmente surpreendido” pelo facto de “todos os deputados” da comissão de Cultura, Juventude e Desporto terem “lido o relatório” e ouvirem “o programa do provedor”.

Na audição, “transmiti a necessidade de haver mais investimento no meio rádio e de haver menos discriminação na rádio em relação à televisão”, adiantou.

Questionado sobre a importância da rádio em situações de catástrofe, já que este meio integra o ‘kit’ de emergência, o provedor do ouvinte disse: “O ‘kit’ está em vias de perder o meio da rádio que mais responde a um meio de emergência, que é a onda média [faixa de rádio]”.

E explicou que “a prioridade é para a FM e, portanto, até ver estão suspensos os investimentos na onda média”.

“A onda curta continua a ser essencial para um país com uma política de língua como é Portugal, como a onda média é essencial para situações de catástrofe a que o nosso país está sujeito como qualquer outro. A onda média tem muito mais alcance do que o FM”, salientou.

Instado a comentar se a rádio pública deveria ter feito mais durante os incêndios que assolaram Portugal no ano passado, causando mortos, o provedor do ouvinte disse: “Acho que sim, toda a gente podia ter feito muito mais”.

“Acho que é um dos exemplos em que a rádio não cumpriu completamente os seus deveres”, afirmou.

João Paulo Guerra espera que a rádio seja alvo de “mais atenção” e investimento.

“Não me canso de dizer em nome dos ouvintes que a rádio precisa de mais investimento”, concluiu.

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