PT. "Estamos prontos para o 5G. Mas até lá há vida": o 4,5 G

PT dá seguimento à parceria fechada há um mês com a chinesa Huawei.

"Estamos prontos para 5G, mas até lá há vida", diz Alexandre Fonseca, Chief Technology Officer (CTO) da PT Portugal, durante a demonstração da rede móvel 4,5 G feita esta terça-feira na Web Summit, em parceria com a Huawei.

Neste momento, trata-se apenas de uma demonstração, mas no próximo ano, havendo terminais móveis com capacidade, Alexandre Fonseca acredita que esta nova tecnologia possa vir a ser comercializada. "Daqui a um ano é possível atingir velocidades de 1,7 Gbps", diz o CTO da PT.

"Trata-se neste caso da indústria da tecnologia a antecipar a dos terminais", diz.

"Há quatro ou cinco equipamentos de topo no mercado com largura para atingir velocidades na ordem dos 400 Gbps", diz, mas não há oferta comercial nos pacotes dos operadores, que limitam até aos 150 Gbps de velocidade.

Mas "em breve" poderá haver novidades a nível comercial, com ofertas com essa capacidade. "Próximas semanas", diz Alexandre Fonseca, sem adiantar mais detalhes.

Hoje a PT fez uma "demonstração algo teórica", mas garante Alexandre Fonseca, "já temos a rede preparada".

PT_1

"Estamos num momento único, quase histórico, para posicionar a PT na inovação das das redes 4G em Portugal", diz Alexandre Fonseca. "Temos vindo a investir na rede fixa e também na rede móvel como estamos a ver aqui", diz.

A funcionar em pleno, a rede 4,5 G permite atingir velocidades até 1,7 Gbps. Ou seja, cinco vezes mais do que a atual velocidade das ofertas comerciais da rede fibra e cinco vezes mais do que a atual velocidade da rede móvel.

Um projeto feito em parceria com a Huawei, concretizando parte da parceria fechada recentemente com a empresa chinesa.

5G: "É preciso condições regulatórias ajustadas do ponto de vista de investimento"

O 4,5 G é uma fase intermédia até à implementação do 5G. Mas para isso, "é preciso espetro, implica investimento em infraestruturas", lembra Alexandre Fonseca.

O CTO da PT lembra que Bruxelas já definiu como objetivo reforçar o mercado europeu com rede 5G até 2020, mas para isso "é preciso condições regulatórias ajustadas do ponto de vista de investimento".

Nesta fase, no mercado português "o regulador está a analisar os requisitos do espectro para o 5G", diz Alexandre Fonseca.

De que forma esse espectro vai ser ser distribuído ainda não foi definido, por norma a Anacom lança concursos públicos. Alexandre Fonseca diz que "não queremos influenciar" a forma como serão definidas as condições de acesso dos operadores. E quais seriam as condições de acesso ideais? "As condições de acesso têm de permitir a evolução das redes", diz o CTO.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de