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PT propõe rescisão a trabalhadores sem funções

A grande parte está a ser proposto integrar empresas que prestam serviços à PT

Uma “esmagadora maioria” dos 300 trabalhadores da PT Portugal sem funções atribuídas – entre 150 a 200 – poderão não ter lugar na operadora. “Por razões de idade, saúde ou inadaptação [às funções], a empresa admite não ter lugar para estes trabalhadores”, revela Jorge Félix, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da PT, ao Dinheiro Vivo.

A dona do Meo já terá contactado parte desses trabalhadores com propostas para rescisão amigável. A PT não comenta esta informação, mas fonte próxima do processo admite que já houve contactos com trabalhadores para a rescisão amigável, negando no entanto que tenha sido com “uma esmagadora maioria”.

Desde que assumiu a liderança da PT, em junho de 2015, o grupo Altice iniciou uma reorganização da operadora, reduzindo direções, visando aligeirar a estrutura. A reestruturação levou a movimentações de pessoal, tendo ficado sem funções atribuídas cerca de 300 trabalhadores, de um total de pouco mais de nove mil no ativo. Nesse processo, a companhia terá já reduzido em “cerca de mil pessoas” os seus quadros, calcula Jorge Félix.

Fonte ligada ao processo adianta que “há uma parte boa que não se encaixa no futuro da companhia: uns porque não querem, outros porque não se conseguem adaptar às novas funções”. Nesses casos, “é-lhes dada a hipótese de sair com uma compensação”. Mas a um número significativo (“mais de metade”) está a ser proposto a hipótese de integrar empresas que prestam serviços à PT, afiança fonte ligada ao processo. Opção que não foi possível confirmar junto de fontes sindicais.

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