Telecomunicações

PT quer mais 3 milhões de casas ligadas com fibra em 5 anos

A PT quer mais três milhões de casas ligadas com fibra nos próximos cinco anos, mais do que duplicando a cobertura atual. Trata-se de um investimento apenas da dona do Meo. Acordo com Vodafone "está cumprido"

A Portugal Telecom quer mais três milhões de casas ligadas com fibra nos próximos cinco anos. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo presidente executivo da operadora, Paulo Neves. É um investimento apenas da dona do Meo. Acordo de partilha de fibra com a Vodafone: “Foi cumprido”.

“A PT vai investir mais do que no passado. Inovar mais do que inovámos”, garantiu o CEO da empresa. O valor do  investimento não foi revelado – “será o necessário para assegurar a cobertura das casas” – , mas permite mais do que duplicar a cobertura de lares ligados, dos atuais 2,3 milhões com fibra para um total de 5,3 milhões até 2020.

A PT vai investir mais do que no passado. Inovar mais do que inovámos

Esta operação deverá envolver um total de dois mil postos de trabalho, internos e externos, em cinco anos, para ligar Portugal com 30 mil quilómetros de fibra. Ou seja, percorrer 22 vezes Portugal de norte a sul. “Queremos estar entre o top 10 do países a nível mundial com maior cobertura de rede fibra”, assegura o CEO. “Vamos instalar fibra a um ritmo de 50 mil casas por mês em cinco anos”, diz.

Acordo com a Vodafone para partilha de rede foi “cumprido”

Trata-se de um investimento apenas da PT Portugal, sem outros parceiros. “O investimento é nosso”, diz Paulo Neves. Não se trata então de um co-investimento com um parceiro, à semelhança do ocorrido com a Vodafone para a partilha de 900 mil lares (450 mil para cada um dos operadores). “Acordo foi cumprido”, diz o CEO da PT Portugal, “podemos eventualmente disponibilizar a rede através de um acordo comercial”.

Com este investimento, a PT Portugal vai ainda introduzir uma nova tecnologia, a NG-PON2. Trata-se de uma evolução da atual rede de fibra, mas entregando velocidades simétricas ao nível do upload e download de conteúdos que passam dos atuais 2,5 Gbps/1,25 Gbps (download/upload), para velocidades de 40 Gbps e, “nos próximos meses”, de 80 Gbps, promete Alexandre Fonseca, administrador com o pelouro da tecnologia da PT Portugal.

“É um produto totalmente made in Portugal”, frisa Alexandre Fonseca, desenvolvida por engenheiros portugueses e com os sistemas desenvolvidos em fábricas em Portugal. “Esta tecnologia será exportada para outras geografias e reutilizada no mundo inteiro”, diz o CTO. O grupo Altice, dono da PT, está presente em 15 mercados, entre os quais, França e Estados Unidos.

A nova tecnologia permite ainda “democratizar o acesso” a este tipo de velocidades a clientes residenciais e empresariais, que cada vez mais necessitam de capacidade de banda larga. A primeira oferta comercial deverá surgir no primeiro trimestre do próximo ano.

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