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Qatar Airways compra 10% da British Airways e Iberia

Akbar Al Baker é o rosto da Qatar Airways
Akbar Al Baker é o rosto da Qatar Airways

As companhias do Médio Oriente continuam a entrar na Europa. Depois da entrada da Ethiad na Alitalia, agora foi a vez da Qatar Airways olhar para o Grupo IAG dono da British Airways e Iberia.

A companhia aérea do Médio Oriente anunciou a compra de 9,99% do capital do International Airlines Group, tornando-se, assim, a maior acionista do grupo. Até aqui, era o Capital Group Companies que detinha a maior fatia da IAG, com uma percentagem de 8,1%.

A companhia, detida na totalidade pelo fundo soberano do Qatar, acredita que o negócio que está avaliado em 1,15 mil milhões de libras representa “uma excelente oportunidade para desenvolver ainda mais” a estratégia da empresa no Ocidente, o que poderá passar ainda por um aumento desta posição durante os próximos anos, segundo afirmou esta sexta-feira, o presidente executivo da Qatar Airways, Akbar Al Baker.

Mas, este aumento de posição poderá estar condicionado, já que os acionistas não europeus estão sujeitos a um limite máximo global de participação nas companhias aéreas definido pelas regras da União Europeia.

Willie Walsh, presidente executivo do grupo IAG mostrou-se “encantado” com a decisão da Qatar e referiu que vê a empresa como “suporte acionista de longo prazo”. Walsh lembrou ainda que as duas empresas vão “analisar oportunidades de cooperação” de forma a melhorar a posição do grupo IAG na Europa.

O Grupo que detém a British Airways e a Iberia, e que se está a posicionar para adquirir a Irlandesa Aer Lingus, tem apresentado bons resultados em Bolsa, com as ações a passarem de 400 pence para 560 pence em apenas três meses.

A aproximação dos dois grupos iniciou-se com uma parceria de carga em que a Qatar operava alguns voos de transporte para a IAG entre Londres e Hong Kong.

Em dezembro, a IATA, associação que representa várias transportadoras aéreas por todo o mundo, lembrou que o futuro da aviação, especialmente na Europa, passará pela fusão de várias companhias. As maiores tornar-se-ão ainda maiores, referiu o responsável Tony Tyler, admitindo que essa será a diferenciação entre as empresas que continuarão a crescer e as outras.

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