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Quando o nome de família trava o crescimento das empresas

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As empresas que têm o nome do fundador na marca crescem em média menos que as congéneres, revela estudo, que analisou um milhão de firmas europeias.

As conclusões podem parecer contraintuitivas: as empresas que têm na marca o nome do fundador ou da família crescem a um ritmo “consideravelmente” mais lento do que outras firmas. A conclusão é de um estudo do National Bureau of Economic Research (NBER), nos Estados Unidos, e que analisou mais de um milhão de empresas na Europa, incluindo em Portugal.

A amostra, que cobre o período entre 2002 e 2012, é relativa à informação sobre os lucros e os ativos de 1.363,694 pequenas empresas: 19% de Itália, 19% de Espanha, 17% de França, 15% da Grã-Bretanha, 14% de Portugal e as restantes de outros 10 países da região.

Os autores estavam interessados em perceber a estratégia de denominação de uma empresa, tendo em conta o plano pretendido de financiamento e a rendibilidade. Uma das estratégias documentadas na literatura económica passa pela utilização do nome do fundador ou da família. Esta estratégia – denominada de eponímia – está relacionada com uma tentativa de criar uma forte relação de qualidade e reputação da empresa e dos seus produtos, que “deveria traduzir-se no desempenho da firma”.

A verdade é que, apesar destas empresas terem um retorno financeiro maior, as congéneres sem nome de família na marca registam um crescimento duas vezes mais rápido do que as restantes. Os resultados desta análise são ainda consistentes com outros estudos que revelam que as “empresas epónimas têm uma probabilidade significativamente menor de se envolverem em aquisições ou ofertas públicas, o que implica reduzidas perspetivas de crescimento”, refere o estudo.

Uma das explicações avançadas pelos autores para esta situação tem a ver com o facto de estas empresas poderem conferir maiores direitos de controlo ao fundador, esmagando a capacidade dos financiadores de escolherem equipas com “indivíduos altamente talentosos para que a empresa cresça.”

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