Imobiliário

Quantico-Albatross investe 25 milhões em dois projetos premium no Porto

Carlos Vasconcellos, CEO da Quantico. Fotografia: Gerardo Santos/Global Imagens
Carlos Vasconcellos, CEO da Quantico. Fotografia: Gerardo Santos/Global Imagens

A empresa entrou na Invicta apostando no segmento de luxo. Agora, prepara-se para construir casas para a classe média

A Quantico-Albatross, uma joint-venture focada no desenvolvimento de projetos imobiliários, vai esgotar a dotação de cem milhões de euros do fundo Vestas Real Estate na reabilitação do Palacete Montevideu e do edifício Café Embaixador, imóveis emblemáticos do Porto.

Os dois projetos implicam um investimento global de 25 milhões, entre aquisição e obras, e destinam-se a habitação. Estes são os primeiros empreendimentos das duas empresas no Norte. Agora, procuram oportunidades para apostar no segmento residencial para a classe média.

As obras de reconversão do Palacete Montevideu, na Foz, deverão arrancar no verão e preveem a edificação de 15 apartamentos de luxo (dois no palacete e os outros em dois novos blocos), segundo Carlos Vasconcellos, presidente executivo da Quantico. O projeto atraiu o interesse de portugueses e estrangeiros, estando os andares das coberturas (os mais nobres) já reservados. O investimento ascende a 20 milhões.

O grupo comprou também o edifício do histórico Café Embaixador, em plena Baixa do Porto, e vai transformar os quatro pisos em 15 apartamentos de tipologias T1 e T2. “São projetos pequenos para uma vivência de cidade”, adiantou Carlos Vasconcellos. As obras iniciam-se dentro de um mês e deverão prolongar-se por um ano. Entre a aquisição dos quatro andares por cima do conhecido café e a sua transformação em apartamentos, o gestor estima um dispêndio da ordem dos cinco milhões.

Para Carlos Vasconcellos, as oportunidades de requalificação urbana são agora escassas e os preços muito elevados. Por isso, vai centrar a ação no desenvolvimento de projetos residenciais para a classe média quer no Porto quer em Lisboa. O gestor já está “a analisar oportunidades” de aquisição de terrenos no Porto, mas também em Matosinhos e Gaia. Para este segmento, os projetos serão de grande dimensão (cada fase com cerca de cem unidades) e para desenvolver de acordo com o ritmo de vendas.

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