Telecomunicações

“Quase 40% das famílias e empresas terão acesso a serviços do futuro”

Mário Vaz
Mário Vaz

Mário Vaz, CEO da Vodafone, comenta os resultados semestrais da operadora e o impacto da parceria com a NOS nos resultados da companhia

A Vodafone fechou o semestre fiscal com crescimentos nas receitas tanto totais, como de serviços. Uma evolução positiva que o CEO Mário Vaz considera que se irá manter nos próximos trimestres.

A operadora regista crescimentos no fixo ao nível de clientes, e Mário Vaz acredita que essa evolução ser impulsionada com o recente acordo de parceria com a NOS. “O impacto será significativo. Quase 40% das famílias e empresas terão mais escolha e acesso a serviços Gigabit, os serviços do futuro”, diz o CEO ao Dinheiro Vivo.

Receitas totais e de serviços a crescer no semestre fiscal. A Vodafone está na via do sem retorno da recuperação das receitas?

Na Vodafone, as receitas de serviço – principal indicador de negócio – crescem há já oito trimestres consecutivos, completando assim dois anos de crescimento. Esta trajetória ascendente num ambiente de plena convergência é o resultado da aposta numa estratégia consistente de crescimento orgânico. Mantemos uma liderança histórica no crescimento do fixo e temos os resultados no móvel estabilizados. Acreditamos que esta tendência de recuperação se irá manter.

No móvel, apesar da aposta nas ofertas convergentes, continuam a registar perdas. Há forma de contrariar este desempenho menos positivo em particular no pré-pago?

Em ambiente de plena convergência, o negócio móvel, outro pilar core da Empresa, está a dar sinais de estabilização. No pós-pago registamos uma tendência de crescimento e no pré-pago há diferentes desempenhos consoante os segmentos. No segundo trimestre, a evolução da base de clientes móveis foi positiva. Esta performance está totalmente alinhada com o sector e é não é mais do que o reflexo das ofertas convergentes, cada vez mais relevantes e procuradas pelos consumidores de serviços de telecomunicações.

Para a Vodafone todos os segmentos são importantes, sem prejuízo do reconhecimento da necessidade de segmentar a oferta, comunicação e atuação em função das diferentes necessidades e interesses dos consumidores.

No serviço fixo, a Vodafone já contabiliza mais de 629 mil Clientes, um crescimento de 15% no espaço de apenas um ano, e na TV por subscrição é o operador que mais cresce na há quatro anos.

Que impacto estas novas apostas, resultantes da parceria com a NOS, poderão vir a ter no futuro em termos de clientes no fixo?

O impacto será significativo. Quase 40% das famílias e empresas terão mais escolha e acesso a serviços Gigabit, os serviços do futuro. Nessa escolha passam a ter acesso ao serviço da Vodafone, líder incontestável no indicador que avalia o nível de recomendação dos serviços – o Net Promoter Score ou NPS –, quer no segmento do consumo, quer no empresarial, com uma diferença muito relevante para o segundo operador.
A recente parceria é fundamental para garantirmos o acesso de todos os portugueses aos benefícios da economia digital, os quais só poderão ser completamente assegurados com recurso às potencialidades tecnológicas que as redes de nova geração permitem.

Este acordo de coinvestimento, quase três vezes superior a qualquer outro feito anteriormente, irá expandir a nossa rede de 2,7 para 4 milhões de casas e empresas.

Há novos investimentos previstos ao nível de redes de nova geração?

As redes de nova geração são um investimento core para a Vodafone. Queremos garantir que os nossos Clientes podem ver o que querem ver, quando e onde quiserem. É, para isso, que a Empresa tem vindo a investir fortemente em tecnologia e no desenvolvimento e modernização das suas infraestruturas de última geração e tem hoje reconhecidamente as melhores redes de última geração (4G e de FTTH).
No serviço móvel experimentámos muito recentemente o 4,5G e fomos o primeiro operador a atingir velocidades próximas do 5G – a rede móvel do futuro – em testes reais.
No serviço fixo, a Vodafone operava apenas 400 mil casas ligadas a uma rede de fibra em 2013. Em quatro anos, multiplicámos a cobertura em sete vezes.
O acordo de partilha permite aumentar em 50% a nossa atual cobertura no decurso dos próximos anos. São números inquestionáveis e reveladores da estratégia da Vodafone. Paralelamente, lideramos nas frentes da satisfação dos Clientes e da inovação. Continuamos, assim, a criar as condições para que Portugal se posicione na linha da frente da revolução digital.

Na semana passada a Altice anunciou reorganização da estrutura de topo. Michel Combes, o CEO, saiu. Considera que pressão de resultados pode levar a uma maior pressão concorrencial no mercado português?

O mercado português de telecomunicações é um dos mais avançados e inovadores do mundo e muito concorrencial.
A pressão competitiva tem sido benéfica para os consumidores e, simultaneamente, tem permitido distinguir as estratégias dos diferentes operadores. A Vodafone tem sido bem-sucedida neste mercado convergente e altamente competitivo: lideramos há quatro anos seguidos o crescimento na TV por subscrição, as nossas receitas crescem e reforçámos a nossa quota de receitas retalhistas em 2.2 pontos percentuais para 25,2% nos últimos 2 anos.

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