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Queixas contra CTT aumentaram e os lucros caíram

O presidente dos CTT, Francisco Lacerda, durante a apresentação dos resultados de 2018 da empresa, na sede dos CTT em Lisboa, 20 de fevereiro de 2019. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA
O presidente dos CTT, Francisco Lacerda, durante a apresentação dos resultados de 2018 da empresa, na sede dos CTT em Lisboa, 20 de fevereiro de 2019. JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Reclamações mais do que duplicaram desde 2015. Resultados líquidos recuaram 28% no ano passado

“Desde 2015 [ano posterior à privatização] que as reclamações aos Correios que chegaram à Anacom aumentaram 133%”. Só no ano passado as queixas subiram de 15 mil para cerca de 20 mil, disse João Cadete Matos, presidente da Anacom, no Parlamento, no mesmo dia em que os CTT apresentaram lucros de 19,6 milhões, uma descida de 28% face a 2017.

Resultados fortemente impactados pelo plano de transformação dos CTT: 20,5 milhões de euros em gastos com indemnizações por rescisão por mútuo acordo. No ano passado, através do programa saíram 268 trabalhadores. A empresa gerou poupanças nos gastos operacionais de 15 milhões de euros, acima do previsto.

Mas o tema das reclamações também chegou à apresentação de contas da empresa. “Os CTT não prestam informação enganosa, nem mentem”, disse o CEO Francisco Lacerda, respondendo à acusação da Anacom de que a companhia prestou “informação enganosa” sobre o volume de queixas. À subida de mais de 30% apontada pelo regulador, com base no livro de reclamações e recebidas diretamente, os Correios afirmaram que teria recuado 7%. “Os CTT seguem a norma europeia, a mesma que a Anacom utiliza e que engloba todas as entradas”. Ou seja, solicitações e reclamações.

Foi com base no aumento das queixas, indicador da perda de qualidade do serviço postal, que o regulador tem vindo a apertar os critérios de avaliação. No Parlamento, João Cadete Matos descreveu um cenário de “deterioração significativa no prazo de entrega do correio” e um “recuo significativo do desempenho da qualidade de serviço” no que toca aos indicadores de qualidade.

Aquela visão foi contrariada por Francisco Lacerda, quando instado a comentar as propostas do PCP, BE e Verdes para o regresso dos CTT à esfera pública, hoje a votos Parlamento. “Não estamos a abandonar as populações”, lembrando que, desde a privatização, a rede postal tem mais 66 pontos de acesso, para um total de 2383. “E não temos problemas grandes de distribuição do correio, nem atrasos no atendimento em loja”, afirmou.

Plano em números

419 saídas

Desde novembro de 2017, saíram 419 pessoas, das quais 271 já em 2017. Este ano no âmbito do plano saíram 268 pessoas e outras 200 por razões próprias. Até 2020 os CTT queria reduzir um total de mil trabalhadores.

70 estações fechadas

Em 2018, fecharam 70 estações CTT e abriram 84 postos. Este ano pode ainda haver alguns encerramentos.

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