Prémio Inovação NOS

Quem pediu uma bola-de-berlim?

Ignácio Correia, da Algardata, SA, para Departamento Comercial
Ignácio Correia;
(Foto André Vidigal / Global Imagens)
Ignácio Correia, da Algardata, SA, para Departamento Comercial Ignácio Correia; (Foto André Vidigal / Global Imagens)

A aplicação que permite vender as bolas-de-berlim já tem 20 mil utilizadores e já chegou ao Luxemburgo, mesmo sem praia.

Vinte mil utilizadores, 400 vendedores, firmas que revelam interesse a partir do Dubai, Angola e Brasil e até emigrantes no Luxemburgo que também já vendem as famosas bolas-de-berlim através de um simples manusear de teclas. Passado um ano, o balanço de Ignácio Correia e da Algardata – especialista em tecnologias de informação e comunicação – não podia ser melhor. A aplicação criada por uma “pequena brincadeira”, que permite vender bolas-de-berlim na praia sem tempo de espera, veio mesmo para ficar, justificando em toda a linha a menção honrosa do Prémio Inovação NOS e o lugar entre dez finalistas, na categoria pequenas e médias empresas, premiando, precisamente, novas áreas de negócio e projetos de inovação nas empresas nacionais.

“No primeiro mês registámos logo 12 mil aderentes, sobretudo turistas em férias no Algarve, e entregámos seis mil bolas-de-berlim. Agora temos 20 mil utilizadores e 400 vendedores, 90% deles em Portugal, maioritariamente nas praias algarvias”, conta Ignácio Correia, de 32 anos, um dos três filhos do fundador da Algardata, com sede em Loulé. O projeto já começou a expandir-se, de tal modo que as bolas estão a ser vendidas no Luxemburgo. “Essa é mais uma revolução que queremos fazer: vender o produto fora da praia, em qualquer altura do ano e em qualquer país. É uma nova versão, com dois meses de existência, que permite calcular o raio de quilómetros onde interessa distribuir e até um preço mínimo, porque há distâncias, obviamente, que não justificam as deslocações. Pode-se ainda agendar a entrega para o dia seguinte, por exemplo, e, além das bolas, também há pastéis de nata, frutas, legumes e medicamentos com lugar na plataforma.”

Fora do mundo das bolas-de-berlim existem já 20 comerciantes interessados em expandir os seus negócios, um passo que a Algardata publicitará mais em pormenor depois do verão. Agora, as rainhas do mercado são as bolas, de comer e chorar por mais, ou não se tratasse do produto de maior comercialização nas praias portuguesas. “O foco está na praia, mas alguns vendedores utilizaram a aplicação no inverno e também funcionou”, explica Ignácio Correia, dando ênfase ao facto de todo o circuito, da distribuição à entrega, decorrer dentro da plataforma. E de forma gratuita. “É tudo grátis, dos vendedores aos clientes. Decidimos assim, ajudando os pequenos comerciantes. A Algardata não tem benefícios diretos nem ganha comissões, mas, em contrapartida, soma pontos. Dos projetos mais pequenos, este é o que maior impacto teve a nível nacional, estando pronto para atrair outro tipo de comerciantes, ao mesmo tempo que surgem ideias similares.”

A plataforma das bolas nasceu na praia da Quarteira, onde a família Correia passava férias. Ignácio e os irmãos andaram muitos anos “a correr atrás dos vendedores” e a ideia de criar uma aplicação começou, aos poucos, a ganhar raízes. “Usando o nosso índice de competências, lançámos o projeto e a aderência tem sido extraordinária”, sublinha o empresário. “Concorremos ao Prémio Inovação NOS no sentido de mostrar aos nossos parceiros e clientes que uma ideia simples pode sair vencedora”, prossegue, prometendo mais novidades dentro em breve. “Há alguns investidores no Dubai, Angola e Brasil prontos a investir em força. O projeto das bolas abriu-nos muitas portas e para o ano voltaremos a concorrer”, atira, sem levantar, para já, a ponta do véu.

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