Energia

Querem vender-lhe energia em nome da ERSE? Não acredite, diz o regulador

Presidente da ERSE, Maria Cristina Portugal.
( Jorge Amaral / Global Imagens)
Presidente da ERSE, Maria Cristina Portugal. ( Jorge Amaral / Global Imagens)

"A ERSE não vende energia, nem procura os consumidores em suas casas para ver os contadores ou as faturas recebidas! ", alerta o regulador.

A ERSE – Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos emitiu esta sexta-feira um novo alerta para os consumidores sobre más práticas de comercializadores de energia, desta vez “relacionadas com angariação de clientes, com recurso à utilização abusiva do nome da ERSE como argumento de venda”.

A Deco tinha já dado conta de ter recebido em 2018 523 reclamações sobre vendas agressivas de energia. Já a ERSE confirmou ao Dinheiro Vivo que tem em curso nove processos de contraordenação: quatro por mudança de comercializador sem autorização expressa do cliente; e cinco por práticas comerciais desleais praticadas na angariação de cliente

Já o Portal da Queixa dá conta de um aumento de 40% nas reclamações registadas no site. “De janeiro a dezembro de 2018, foram registadas 155 reclamações relativas a burlas ou persistência na realização de contratos.” Destas, 45% (quase metade) dizem respeito a “telemarketing abusivo”. Endesa (126) e Iberdrola (29) têm maior número de reclamações.

Fica o exemplo dado pelo próprio regulador: “Alguém bate à porta, diz ser (colaborador) da ERSE e pede que mostre a sua fatura de eletricidade ou de gás natural, ou outros elementos de identificação pessoal, para poder ver o seu contador ou baixar o valor da sua fatura”.

Perante esta situação a ERSE é taxativa: “Não acredite!”. E explica porquê: “A ERSE não vende energia, nem procura os consumidores em suas casas para ver os contadores ou as faturas recebidas! A ERSE é uma entidade pública e só comunica diretamente com consumidores que antes a tenham contactado”.

O regulador aconselha a exigir sempres a identificação a quem o abordar, e recomenda que nunca seja mostrada ou cedida informação pessoal, incluindo dados bancários ou outros, sem primeiro confirmar a identidade e a atvidade de quem o contacta.

Esta semana a Deco divulgou os números relativos às reclamações recebidas em 2018, com a área da energia a ocupar o quarto lugar, com 16.981 reclemaçãoes enviadas à defesa do consumidor. As empresas mais visadas são a EDP Comercial, Endesa, Galp On, Goldenergy e Iberdrola. Na lista dos motivos principais das reclamações surgem queixas relacionadas com faturação: prescrição, consumos excessivos, dupla faturação, práticas comerciais desleais na mudança de comercializador, atraso no envio da fatura.

 

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