Quinta da Alorna vai vender vinhos para Singapura, Japão e Rússia

Pedro Lufinha
Pedro Lufinha

A Quinta da Alorna fica no Ribatejo, separada pela estrada nacional que nos leva até Almeirim. De um lado estão os terrenos agrícolas e do outro mais alguns terrenos e a quinta, uma espécie de Versalhes miniatura impecavelmente conservada, com jardim, azulejos do século xix e quartos em tons pastel que fazem lembrar as casas dos clássicos com Julie Andrews. É também deste lado que fica a adega onde são produzidos os vinhos da Quinta da Alorna.

No total, são 13 vinhos diferentes que estão a ganhar cada vez mais peso nos mercados internacionais. “Hoje, vendemos 60% em Portugal e 40% no estrangeiro, mas no final deste ano vamos estar a exportar 50% da produção”, disse ao Dinheiro Vivo o diretor-geral da Quinta da Alorna, Pedro Lufinha.

De acordo com o responsável, este objetivo será conseguido não só através do aumento das vendas para os 25 países onde já estão presentes e onde a procura tem crescido, mas também em novos destinos, principalmente na Ásia e América Latina. “Nestes dois continentes já estamos na China e no Brasil, mas queremos expandir-nos. Temos uma pessoa da equipa comercial em Singapura, que já esteve no Japão, e depois parte para a Rússia, outro importante mercado” para a Quinta da Alorna, disse Pedro Lufinha.

Contudo, esta é uma tarefa exigente. “A nossa estratégia tem sido apostar na exportação, mas isto de andar atrás dos clientes é duro. No Brasil, por exemplo, vamos ter uma prova por dia em cada um dos estados e a nossa equipa está sempre a viajar.” Mas compensa.

A faturação total da empresa já é de 5,4 milhões de euros e os vinhos são a fatia mais relevante, tendo crescido a uma média de 10% ao ano desde 2010. E este ano, diz o diretor–geral, deverá chegar aos 3,8 milhões de euros.

Mais exportações ditam reforços na empresa

A aposta nas exportações tem conduzido a alterações na empresa. Contrataram mais pessoas para a adega, “porque criámos mais um turno”, e agora “vão ser necessários mais empregados para a linha de enchimentos das garrafas” e “vamos ter de contratar mais uma pessoa para a equipa comercial, que estará totalmente dedicada às exportações”. A este reforço junta-se o investimento no aumento da produção. Na modernização da adega foram aplicados, nos últimos cinco anos, 1,8 milhões de euros. E ainda se plantaram mais 45 hectares de novas vinhas entre 2008 e 2012. “São mais 400 toneladas de uva por ano ou 400 mil garrafas”, diz o responsável, o resultado de um total de 220 hectares de vinha.

Amendoins para a Pepsi e batatas para a Matutano

A Quinta da Alorna ocupa 2800 hectares e estende-se por 16 quilómetros. Além da vinha há ainda espaço para uma imensa área de floresta e mais 500 hectares de terrenos agrícolas. Aí cultivam, entre outros, ervilha, batata e amendoim que já venderam, respetivamente, para a Bonduelle, Matutano e Pepsi.

A rentabilidade agrícola é aliás maior do que a dos vinhos. “Os terrenos são tão férteis, que conseguimos ter duas culturas num ano”, explica o diretor de produção, Gustavo Caetano. Só não se repercute na faturação, que mesmo assim já chega aos dois milhões de euros.

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