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Quinta Vale D. Maria quer duplicar faturação para 3 milhões de euros

Francisca van Zeller é 'brand manager' da Quinta Vale Dona Maria. Fotografia: Rui Manuel Ferreira / Global Imagens
Francisca van Zeller é 'brand manager' da Quinta Vale Dona Maria. Fotografia: Rui Manuel Ferreira / Global Imagens

Com as vendas a crescer 20% após a integração no grupo Aveleda, a marca do Douro quer investir no enoturismo e lançar novos vinhos, como os Tawny Colheita.

Adquirida pela Aveleda em julho de 2017, a Quinta Vale D. Maria ganhou um novo respaldo no acesso aos mercados. A integração, gradual e estratégica, nos parceiros de distribuição da Aveleda em mercados como a Alemanha, o Brasil, o Canadá ou Portugal, ajudou a marca a aumentar em 20% as suas vendas, comparativamente a 2016. E há já um plano estratégico delineado, com a Quinta Vale D. Maria a pretender duplicar a sua faturação até 2023, atingindo os três milhões de euros. O enoturismo será uma das novas apostas.

“À medida que as marcas vão ganhando notoriedade e o enoturismo é cada vez mais divulgado, é natural que o consumidor procure uma experiência junto das marcas no local de origem e nós não temos qualquer estrutura para os receber”, diz Francisca van Zeller, brand manager da Quinta Vale D. Maria. A estratégia passa por investir na recuperação de uma casa antiga, atualmente em ruínas, junto à adega da propriedade, no vale do rio Torto, em São João da Pesqueira. O projeto será delineado neste ano para avançar em 2020 e o investimento não está quantificado.

Com 45 hectares de vinhas, a Quinta Vale D. Maria está apostada em expandir-se, adquirindo “idealmente” parcelas contíguas. Quantos hectares mais está, ainda, por definir, embora Francisca van Zeller reconheça que há limitações, dado que têm de ser vinhas com “um certo perfil” e “ali à volta da quinta”.

Entretanto, e por via da inclusão no universo Aveleda, as marcas da propriedade passaram a contar, também, com o fornecimento de uvas a partir dos 50 hectares da Quinta Vale do Sabor, a primeira propriedade da Aveleda no Douro, adquirida em 2016 e mais conhecida por Seis Quintas. Propriedade que fornece a gama Rufo e Três Vales, mas também os vinhos do Porto Tawny Colheita que a Quinta Vale D. Maria irá lançar até ao final do ano. Sem querer entrar em grandes pormenores sobre o projeto, Francisca van Zeller assume que se trata de uma “mudança estratégica” que pretende “respeitar mais o DNA da própria marca”, que abandona os vinhos do Porto de 10, 20 e 30 anos para se focar em colheitas que, no caso da Quinta Vale D. Maria, “terão um mínimo de 15 anos de envelhecimento” em casco.

Com uma produção anual média da ordem das 150 mil garrafas, a Quinta Vale D. Maria exporta cerca de 80% para 36 mercados. E o objetivo não é tanto expandir para mais, é conseguir posicionar melhor os seus vinhos e valorizá-los. A nova estrutura acionista ajuda. “Há uma solidez fundamental que se adquire ao entrarmos num grupo que tem os seus vinhos presentes em 90 mercados. Abrimos muitas portas, temos outro poder de negociação”, admite Francisca. O mercado nacional, onde as vendas se mantinham “estáveis”, registou um “crescimento muito acentuado” com a integração no novo distribuidor, a Prime Drinks. Seguem-se mudanças nos mercados nórdicos, designadamente na Noruega e na Suécia.

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