empresas centenárias

Ramirez. A conserveira mais antiga do mundo em laboração tem nova fábrica

Manuel Ramirez, presidente das Conservas Ramirez. Fotografia: D.R.
Manuel Ramirez, presidente das Conservas Ramirez. Fotografia: D.R.

Foi Sebastian Ramirez, o bisavô do atual presidente da empresa, Manuel Guerreiro Ramirez, quem criou as Conservas Ramirez, em 1853, estabelecendo-se no Algarve, onde instalou a primeira de quatro unidades de conservas que iria abrir. Foi o "empreendedor" da família. E porque a empresa nunca parou, é hoje a conserveira mais antiga do mundo em laboração.

A segunda geração, Manuel Ramirez, foi o “artífice da internacionalização”. Fez a primeira exportação, para a África do Sul, em 1890, com a marca Gabriel. Nunca mais parou. Hoje, está em mais de 40 países, com os mercados internacionais a valerem 64% dos 30 milhões de vendas de 2014. Este ano, o mercado nacional reconquistou espaço e deve voltar a valer 50%.

O seu sucessor, Emílio, foi o “estratega da modernização” e Manuel Guerreiro Ramirez assume-se como o homem da tecnologia, que introduziu rigorosos sistemas de controlo de qualidade e de segurança alimentar. E não só. Mudou o paradigma social ao introduzir o primeiro frigorífico industrial numa fábrica. “Sou do tempo em que as fábricas só trabalhavam se houvesse peixe. Hoje tenho três mil toneladas em frio, o que é uma garantia de trabalho”, explica.

A empresa chegou a ter seis fábricas nos vários portos do país. A Manuel Guerreiro Ramirez só chegaram duas, que encerrou este ano, ao arrancar com a Ramirez 1853: uma moderna unidade em Matosinhos, com mais de 40 mil metros quadrados de área, 23 mil dos quais cobertos, onde concentrou toda a produção. Um investimento de 18 milhões.

Aí são produzidas as mais de 55 referências diferentes das suas 14 marcas, algumas das quais líderes de mercado. Como a Ramirez nas conservas de sardinha em Portugal, a Tomé, nas Filipinas, ou a centenária Cocagne, no mercado belga. E a quinta geração? “Os meus filhos, Manuel e Vasco, são da era da comunicação. Eu chegava ao final do dia e agarrava-me a fazer os telegramas a “oferecer” a mercadoria. Eles passam o dia ao telefone com os clientes. E têm a videoconferência.”

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