“Raspadinha” atira Santa Casa para máximos históricos

Jogos Santa Casa
Jogos Santa Casa

O mote “quanto mais jogar mais hipóteses tem de ganhar” foi
seguido à risca pelos portugueses no ano passado apesar da crise. A
prová-lo estão os 1,790 mil milhões de euros de vendas brutas de
todos os jogos sociais do Estado, um novo máximo histórico e que
representa um aumento de 3,5% face a 2012. Um resultado curioso,
tendo em conta que o mercado europeu caiu 2,5%.

Do valor apostado no ano passado, “97,5% foi devolvido à
sociedade”, representando um valor global de 1,746 mil milhões de
euros.

Neste valor, 1,002 mil milhões de euros, mais 5,9% face ao ano
anterior, foram pagos aos apostadores.

Para este resultado muito contribuiu a Lotaria Instantânea, a
famosa “raspadinha”, sobretudo a “Mini Pé de Meia” (a um
euro), cuja quota de vendas aumentou de 21,8%, em 2012, para 33%, em
2013, o equivalente a 591 milhões de euros.

Para muitos portugueses os jogos são “o reduto de esperança na
possibilidade de mudar de vida”, disse ontem Fernando Paes Afonso,
administrador executivo do Departamento de Jogos e vice-provedor da
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, na apresentação do relatório
e contas de 2013.

O Euromilhões continua a ser o jogo preferido dos portugueses,
representando 52,5% das vendas totais dos jogos da Santa Casa, o
equivalente a 939 milhões de euros. Em 3.º lugar vem o Totoloto,
que vendeu 127 milhões de euros (7,1% de quota), seguindo-se a
Lotaria Clássica, que vendeu 54 milhões de euros (3%), o Joker, que
totalizou 42 milhões (2,4%) e a Lotaria Popular, que fez 27 milhões
(1,5%). Por fim, o velhinho Totobola que conseguiu vender 10 milhões
de euros (0,6%). De acordo com a Santa Casa, todos recuaram nas
vendas.

Como se não bastasse, em 2013, um prémio do Joker no valor de
13,691 milhões de euros não foi reclamado. “É raro acontecer,
mas acontece”, disse o vice-provedor da Santa Casa.

Assim, dos 1,746 mil milhões de euros devolvidos à sociedade,
792 milhões de euros (44,3% das vendas) foram aplicados na “coesão
social”, que inclui o pagamento aos mediadores e os gastos no
combate ao jogo ilegal e na promoção do jogo responsável. No ano
passado, foram pagos aos 4328 pontos de venda (papelarias, cafés,
tabacarias) 127 milhões de euros (+10,6%), o que dá 28,7 mil euros
por cada. No total, este “negócio” foi responsável por 8500
postos de trabalho.

Já os 668 milhões de euros (37,3% das vendas) destinaram-se ao
“retorno social” e os 542 milhões (30,2%), ao “financiamento
das boas causas”, que engloba valores distribuídos e os
patrocínios.

O valor das receitas públicas decorrentes da exploração dos
jogos sociais do Estado foi de 665 milhões de euros, ou um
crescimento de 16% face ao ano anterior. Já o valor gerado a favor
do Estado pelo Imposto do Selo (sobre apostas e sobre prémios) foi
de 125,5 milhões de euros, mais 68,6% entre períodos. Em suma, os
resultados líquidos da exploração dos jogos atingiram, em 2013,
cerca de 541 milhões de euros, mais 1,2% face ao ano anterior.

Estes são valores que permitem a Pedro Santana Lopes, provedor da
Santa Casa, estar otimista em relação à tão esperada decisão
sobre legislação do jogo online por parte do Estado e por imposição
da troika. “Estamos preparados”, disse.

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