Telecomunicações

Receitas da Altice Portugal caíram 6,5% até março para 506,7 milhões

Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal
(Fábio Poço/Global Imagens)
Alexandre Fonseca, CEO da Altice Portugal (Fábio Poço/Global Imagens)

Operadora liderada por Alexandre Fonseca foi penalizada pela quebra de faturação em todos os segmentos de negócio.

As receitas da Altice Portugal caíram 6,5% no primeiro trimestre para 506,7 milhões, com as receitas consolidadas, extraídos os 11,9 milhões de receitas geradas inter geografias, a recuar 7,1% para 494,9 milhões. A operadora liderada por Alexandre Fonseca foi penalizada pela quebra de faturação em todos os segmentos de negócio, segundo o comunicado de divulgação de resultados emitido esta quinta-feira.

A Altice Portugal, devido à quebra de receitas, reduziu a sua margem de EBITDA (lucros antes de juros, impostos, amortizações e depreciações). A margem de negócio recuou quatro pontos percentuais, de 47,3% para 43,3% (ou de 256,6 para 219,2 milhões de euros).

O mercado fixo de comunicações para consumidores particulares representou a maior perda de receitas para a dona do Meo. Só nos primeiros três meses do ano, a faturação neste segmento diminuiu 11,9%, de 176,2 para 155,3 milhões de euros. A receita média por cliente (ARPU) teve uma quebra de 5,5% em comparação com o mesmo período de 2017. Cada cliente neste segmento vale 32,7 euros por mês.

A empresa detida por Patrick Drahi justifica esta diminuição com as alterações à fidelização: “a descida do ARPU reflete a decisão, no terceiro trimestre de 2017, de abrir a base de clientes para deixarem de estar fidelizados, o que obrigou a maior atividade de retenção; além disso, registou-se uma ausência de aumento de preços em 2018”.

As mudanças nas regras de fidelização também levaram à quebra das receitas no mercado móvel de comunicações para particulares, embora em menor escala. A faturação neste segmento recuou 4% para 134,9 milhões de euros. A receita média por cliente recuou 5,1% por causa do “aumento da oferta de promoções para os clientes passarem de cartões pré-pagos para pós-pagos”. Cada cliente móvel com assinatura vale 9,5 euros por mês.

No mercado empresarial, registou-se uma quebra de receitas de 4,3% para 145,4 milhões de euros devido às descidas de preços de serviços, que “têm enfrentado forte concorrência”.

Mais casas ligadas; menos investimento

A Altice Portugal assinala que já há 4,2 milhões de casas com acesso a fibra ótica; há um ano, eram 3,4 milhões de habitações. Até 2020, a empresa quer 5,3 milhões de residências com esta solução. Estes resultados foram possíveis apesar da redução de investimento de 2,9 milhões de euros, de 107,5 para 104,7 milhões de euros.

A empresa indica apenas que este montante “reflete os investimentos contínuos na rede de telecomunicações”.

Venda de torres apontada para segundo semestre

A conclusão da venda de cerca de 3 mil torres do Meo em Portugal é apontada pelo grupo para a segunda metade do ano.
O Expresso noticiou que António Pires de Lima (antigo ministro da Economia) e Sérgio Monteiro (ex-secretário de Estado das Infraestruturas, Transportes e Comunicações) estão entre os potenciais concorrentes à compra deste ativo colocado à venda pela Altice este ano, no âmbito da alienação de ativos não estratégicos para abater a dívida de mais de 50 mil milhões de euros.
Os antigos governantes, diz o semanário, ter-se-ão juntado a um consórcio liderado pela Morgan Stanley Infrastruture.
A venda de 10 mil torres em França é apontada para a mesma data. Já a conclusão da venda do negócio grossista de voz internacional Portugal, França e República Dominicana é esperada para “final do ano de 2018”. A Altice fechou acordo com a Tofane Global.
(Notícia atualizada às 15h 18 precisando receitas individuais da PT e as consolidadas pelo grupo extraído o impacto das receitas geradas pela prestação de serviços da PT a empresas do grupo Altice)

 

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