correios

Reclamações. Anacom acusa CTT de divulgar informação enganosa

Pedro Granadeiro / Global Imagens
Pedro Granadeiro / Global Imagens

Anacom acusa CTT de ter divulgado informação enganosa no seu comunicado de 13 de fevereiro, onde empresa dizia ter baixado em 7% as queixas. CTT negam

A Anacom acusou os CTT de terem divulgado enganosa quando anunciaram a 13 de fevereiro que o volume de reclamações recebido o ano passado pela empresa tinha descido 7% e não subido mais de 30%, de acordo com os dados divulgados pelo regulador. Os CTT já reagiram: “rejeitam a divulgação de ‘informação enganosa'”.

“A Anacom solicitou esclarecimentos aos CTT sobre a informação que suportou o seu comunicado, tendo os elementos recebidos no dia 18 de fevereiro permitido confirmar que os CTT divulgaram informação enganosa”, diz o regulador liderado por João Cadete Matos, em comunicado.

“No referido comunicado do dia 13 de fevereiro, quer no título “Reclamações de Serviços Postais nos CTT diminuem 7% em 2018”, quer no texto, ao referir que “As reclamações totais de serviços postais recebidas pelos CTT caíram 7% em 2018 face a 2017,” induzia-se a conclusão de que tal redução respeitaria apenas a reclamações, quando, na verdade, correspondia à soma das reclamações e dos pedidos de informação relativos a serviços postais recebidos pelo Grupo CTT”, esclarece o regulador.

“Estas duas categorias, que no seu conjunto terão tido uma redução de 7% em 2018 face a 2017, não podem nem devem ser confundidas, já que têm uma natureza clara e completamente distinta entre si”, frisa a Anacom.

Consideradas separadamente, “observa-se que o Grupo CTT registou no seu sistema interno um aumento de 9% das reclamações recebidas (e uma redução de 40% dos pedidos de informação recebidos)”, descreve o regulador.

info 19 fev CTT-02

Os números globais enviados pelos CTT ao regulador permitem concluir que “em 2018 existiu um aumento do volume de reclamações sobre serviços postais recebidos pelo Grupo CTT, tanto no caso daquelas que são registadas no Livro de Reclamações físico e eletrónico (19,9 mil em 2018 face a 14,6 mil em 2017, o que corresponde a um aumento de 35,8%), como das que o Grupo CTT classificou como reclamações no seu sistema interno e que recebeu por diversos canais (196 mil em 2018 face a 180 mil em 2017, o que corresponde a um aumento de 9%)”.

Reclamações do serviço postal universal

A Anacom também adianta as reclamações referentes ao serviço postal universal enviadas pelos CTT ao regulador a 13 de fevereiro. Os números indicam que o números de queixas recebidas, tanto no Livro de Reclamações, quer outros canais – e classificadas pelos CTT como reclamações – aumentou 2,4% o ano passado, para um total de 80 597 reclamações.

info 19 fev CTT_3 -Número de reclamações recebidas pelos CTT sobre

“Embora os consumidores tenham registado no Livro de Reclamações 15 mil reclamações relativas ao serviço postal universal, os CTT apenas consideraram como reclamações 11,3 mil (ou seja 75% do total, que compara com 82% em 2016 e 80% em 2017)”, refere ainda a Anacom.

O que dizem os Correios

“Os CTT rejeitam a divulgação de “informação enganosa” e reiteram os dados divulgados no passado dia 13 e complementados esta terça-feira”, diz o operador postal em comunicado.

“Os CTT divulgaram a variação do total de reclamações e pedidos de informação, tal como referido no comunicado do passado dia 13. Esta terça-feira os CTT detalharam essa informação, confirmando que o total de pedidos de reclamações e de pedidos de informação caíram 7%, correspondendo a um aumento de 9% das reclamações em sentido estrito”, diz ainda a empresa.

Esta terça-feira, os CTT voltaram a divulgar um comunicado onde referem que o número de pedidos de informação e reclamações recuaram 7% o ano passado, mas que o volume de reclamações no correio manteve-se estável e que no correio expresso e encomendas subiu 15%.

(notícia atualizada às 18h54 com reação dos Correios)

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Lisboa. MÁRIO CRUZ/LUSA

Défice externo até julho agrava-se para 1633 milhões de euros

TVI

Compra da TVI pela Cofina deverá ter luz verde dos reguladores

Fotografia: Miguel Pereira/Global Imagens

Exportações de calçado crescem 45% para a China e 17% para os EUA

Outros conteúdos GMG
Reclamações. Anacom acusa CTT de divulgar informação enganosa