Reclamações sobre comunicações aumentam 17% no primeiro semestre

MEO, NOS, Vodafone e NOWO são os operadores com mais reclamações junto da entidade reguladora entre janeiro e junho deste ano.

A Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) recebeu, no primeiro semestre deste ano e em comparação com o período homólogo de 2016, mais 17% de reclamações dos consumidores em relação às empresas de comunicações que supervisiona. No total, 37,3 mil queixas deram entrada junto da reguladora, das quais 30,5 mil relativas a comunicações eletrónicas.

Em comunicado, a ANACOM adianta que os "campeões" das queixas são a MEO (38,5%), a NOS (36,2%), a Vodafone (19,6%) e a NOWO (4,2%). Esta última foi, ainda, a que registou a maior taxa de reclamações média por clientes (6,1 por mil), seguindo-se a NOS (3 por mil) e a MEO (1,9 por mil) e a Vodafone (1,4 por mil). "A NOS foi o único prestador que viu a sua taxa de reclamações diminuir face ao semestre homólogo", destaca a ANACOM.

Quanto aos motivos das queixas, a "venda do serviço" motivou 14,8% das reclamações e o "cancelamento do serviço" originou 13,8% dos protestos formais. Segue-se a "alteração das condições contratuais pelo operador" (7,3%), que foi também o motivo com maior subida nas reclamações (58,5%) no semestre. Dentro destes motivos, os serviços em pacotes geraram 28,4% das reclamações, seguindo-se os telemóveis, com 24,9%.

Nos serviços postais, os CTT foram o prestador com mais reclamações (92%), seguidos dos CTT Expresso (4,5%), num total de 5435 queixas recebidas na primeira metade do ano. A maioria das reclamações (45%) refere-se a problemas de distribuição de envios, seguindo-se o atendimento (22,6%), o "extravio/atraso significativo" (14,6%) e a "falta de tentativa de entrega ao destinatário" (12%).

As reclamações que mais aumentaram face ao ano passado foram sobre serviços digitais, como a subscrição de serviços ou conteúdos pela internet, que subiram de 386 para 1129 queixas no primeiro semestre. Também em relação à TDT a ANACOM recebeu mais 57 reclamações do que no período homólogo do ano passado, num total de 201 queixas (0,5%).

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