Rede Expressos está sem procura. Reduziu oferta em 90%

Transportadora rodoviária garante manutenção de postos de trabalho das empresas parceiras. Há autocarros a fazerem 600 quilómetros sem um passageiro.

A Rede Expressos ficou praticamente sem passageiros por causa das restrições de deslocação dos portugueses. A empresa acabou por reduzir a oferta em mais de 90% e prepara-se para cortar ainda mais viagens. Apesar dos prejuízos que esta situação está a causa na companhia e nos operadores parceiros, os mais de 1000 postos de trabalho estão assegurados, garantiu Martinho Santos Costa, administrador da Rede Expressos, em declarações ao Dinheiro Vivo.

"Temos autocarros a fazerem 600 quilómetros completamente vazios. Há várias rotas em que as taxas de ocupação caíram para 0%. Queríamos manter uma rede estruturada e a cobrir todo o país mas isso não está a ser possível. Os terminais estão completamente vazios", detalha o gestor.

Além da falta de procura de passageiros, não têm sido realizados serviços de aluguer de autocarros, nem de transporte de pequenas mercadorias. A informação sobre as viagens cortadas está disponível no portal da empresa e é frequentemente atualizada. (veja aqui)

Por causa desta situação, a Rede Expressos começou a reduzir o número de viagens nos últimos dias. Dezenas de motoristas foram mandados temporariamente para casa mas "sem rescisão de contrato. Por mútuo acordo, estão a gozar folgas e férias que tinham em atraso".

No limite, admite a empresa, "poderão restar apenas 10 ou 15 autocarros por dia, de Norte a Sul do país, privilegiando ligações onde é mais difícil as pessoas se deslocarem de forma individual, como Bragança-Lisboa e Guarda-Lisboa", exemplifica Martinho Santos Costa.

Fora de causa estão eventuais rescisões de contrato ou redução de pessoal nos próximos dias. "Haveremos de sobreviver e quando voltarmos vamos precisar de gente para trabalhar. É fundamental continuarmos a atividade." Há 1000 pessoas que estão envolvidas na operação diária da Rede Expressos.

Para os próximos dias está agendada uma reunião entre a Rede Expressos e o IMT - Instituto da Mobilidade e dos Transportes, de forma a evitar uma situação de "rutura financeira" da empresa.

 

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