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Reditus com resultado negativo de 2,7 ME em 2017

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A Reditus anunciou esta terça-feira um resultado líquido negativo em 2017 das operações em continuação de 1,6 milhões de euros, melhorando cerca de 1,1 milhões de euros face ao resultado negativo de 2,7 milhões de euros em 2016.

Em comunicado à Comissão do Mercado de valores Mobiliários (CMVM), a tecnológica Reditus salienta o que chama de “notável evolução” dos indicadores operacionais do grupo Reditus que diz comprovar-se pela variação positiva registada no indicador EBITDA, revelador de quanto a companhia gera com base exclusivamente nas atividades operacionais, desconsiderando impactos financeiros e impostos.

Segundo o comunicado à CMVM, o indicador EBITDA da Reditus atingiu em 2017 cerca de 4,9 milhões de euros, face aos 2,8 milhões de euros no período homólogo anterior, equivalente a uma margem EBITDA de 11,6%, 5,4 pontos percentuais acima da margem de 6,1% de 2016.

“No entanto, o resultado líquido apresenta-se negativo em 1,6 milhões de euros, apesar de ter registado uma variação positiva de 1,3 milhões face ao período homólogo”, explica no comunicado.

O resultado, acrescenta a empresa, foi influenciado negativamente por fatores não recorrentes, como provisões e perdas de imparidade no valor de 0,8 milhões de euros e Net Present Value (mede o benefício adicional do projeto de investimento face ao benefício normal) de valores a receber de clientes no montante de 0,8 milhões de euros.

“O sucesso da estratégia implementada pelo Grupo, com a reorganização interna e com o enfoque nas atividades principais e, apostando em ofertas inovadoras e de maior valor acrescentado, aliado à contínua preocupação na racionalização dos custos operacionais e de estrutura, permitiu uma maior rentabilidade dos negócios, explicando assim a evolução positiva dos resultados”, afirma a tecnológica.

Os proveitos operacionais apresentaram em 2017 uma redução de 6,3 %, ascendendo a 42 milhões de euros contra os 44,9 milhões de euros do período homólogo.

“No entanto, a melhoria nas margens de contribuição das diferentes operações do Grupo permitiram a melhoria do EBITDA do Grupo em 76,9% face a 2016”, explica.

Na área internacional, a Reditus afirma que os proveitos de 2017 registaram um crescimento de 9,9%, face a 2016, aumentando o seu peso relativamente ao s proveitos globais do Grupo, de 39% para 46%.

“A aposta estratégica no mercado africano, com enfoque nas três geografias onde o Grupo tem filiais, nomeadamente Angola, Moçambique e Guiné Equatorial, tem provocado um crescimento do volume de negócios, derivado do início de novos projetos bem como na manutenção de projetos onde o Grupo já tem historia”, afirma, adiantando que o grupo tem a “expectativa” de no próximo ano “continuar ativamente à procura de novas oportunidades no mercado internacional nestas geografias”, e ainda em projetos de Nearshore (subcontratação ou terceirização de uma atividade), com o objetivo de consolidar o crescimento dos negócios do grupo.

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